A Câmara Municipal de Guarapuava aprovou por unanimidade ontem (13) o projeto de lei de autoria do Executivo Municipal que Institui a Estrutura Organizacional e o Quadro de Cargos e Vagas da Fundação de Proteção Especial da Juventude e Infância (PROTEGER). O projeto visa atender uma recomendação do Ministério Publico que entende que os profissionais da fundação devem ser contratados através de concurso publico e não pelo regime CLT. A Fundação de Proteção Especial da Juventude e Infância – PROTEGER, integrante da Administração Indireta da Prefeitura Municipal de Guarapuava, tem como objetivo executar a Política de Proteção Integral a Criança e ao Adolescente no Município, para a proteção social de famílias em situação de risco e vulnerabilidade social. Para tanto é necessária a regulamentação do quadro de Cargos e Vagas de pessoal que compõem a estrutura administrativa e organizacional da Fundação Proteger. Deverão ser preenchidos cerca de 130 cargos através do concurso público. Confira os cargos e vagas; - Administrador, uma vaga; - Assistente Social, 4 vagas; - Contador , 1 vaga; - Controle interno, 1 vaga; - Fisioterapeuta, 1 vaga; - Pedagogo, 4 vagas; - Procurador, 1 vaga; - Secretaria Executiva, 1vaga; - Atendente Social, 50 vagas; - Educador Social, 15 vagas; - Assistente Administrativo, 2 vagas; - Auxiliar de Unidade de Acolhimento, 5 vagas; - Agente de Serviços Gerais, 17 vagas; - Motorista, 3 vagas; - Oficial administrativo, 15 vagas.O projeto também cria os cargos em comissão nas Direções Administrativa e Técnica desta Fundação, que são os seguintes: - Presidente; - Diretor Técnico; - Diretor Administrativo; - Chefe de Departamento de Acolhimento Institucional; - Chefe de Departamento de Acolhimento Familiar e Ações em Meio Aberto; - Chefe do Departamento de Recursos Humanos; - Chefe do Departamento de Contabilidade, Financeiro e Licitação; - Chefe do Departamento de Patrimônio e Suprimentos; - Assessoria de Gabinete; - Procurador Geral. OAB Recentemente foi realizada uma reunião na sede da OAB em Guarapuava com cerca de 50 funcionários e o advogado Gilberto Campos, onde decidiram pela constituição deste por parte de alguns servidores para que a defesa seja feita. Os servidores, incluindo as agentes que atuam no EstaR (Estacionamento Regulamentado) deveriam ter sido demitidos e sem direito à indenização. Todos foram contratados de forma irregular, sem concurso público. Entretanto, a juíza Larissa Angélica Copack Muniz não acatou o pedido do MP em demitir todos os funcionários, pois se isso acontecesse a Fundação fecharia as portas. No dia 4 de outubro deste ano, as 22 agentes do EstaR, das quais, 17 atuam nas ruas e cinco trabalham no setor administrativo, fizeram uma “Operação Tartaruga” e no dia seguinte (05) paralisaram as atividades. Elas só retornaram ao trabalho após terem a garantida de que um concurso público seria realizado ainda em 2011. O que não aconteceu. Além das agentes do EstaR outros 80 funcionários da antiga Fubem estão na mesma situação. De acordo com o advogado Gilberto Campos, há a informação de que possivelmente o concurso público será ofertado pela Prefeitura apenas em março de 2012. Se isso não acontecer, a partir de então a administração municipal estará impedida pela legislação eleitoral de ofertar o processo seletivo. “Mesmo que o concurso seja ofertado teremos um grande problema. E se algumas das agentes do EstaR não foram aprovadas? Tem servidoras que trabalham ali há muitos anos”, observa Campos.
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