07/11/2017 16:57:00

TURISMO
Sinais rupestres atraem turistas e pesquisadores a Pitanga
Caminho do Peabiru contempla a localidade de Linha Cantu


Casal da USP visita a descoberta arqueológica em Pitanga (Foto: Assessoria/Pitanga)


Da Redação, com assessoria

Pitanga - São mais de três mil quilômetros que formavam antigos caminhos utilizados por indígenas, desde os Andes até o Oceano Atlântico, ligando a cidade peruana de Cuzco até o litoral de São Paulo. Existiam também outros ramais, partindo de Cananeia, também em São Paulo, e São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Esse caminho atravessava os limites territoriais do Brasil até chegar ao Peru, ligando o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, passando por matas, rios, pântanos e cataratas com uma extensão de três mil quilômetros, aproximadamente. Conhecido como o Caminho de Peabiru, um trecho da trilha histórica fica no município de Pitanga, a 80 quilômetros de Guarapuava.

De acordo com Lúcio Kerniski, diretor do Departamento de Eventos e Turismo, da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, esse destino turístico tem atraído a atenção de pesquisadores e de visitantes de vários Estados brasileiros. O casal Douglas Vieira e Lucimara Nascimento, ambos servidores da Universidade de São Paulo (USP), conheceram as inscrições rupestres, ou sinais de civilizações antigas descritos em pedra, na localidade de Linha Cantu, interior de Pitanga.

O casal está percorrendo lugares históricos da América do Sul, e acumula mais de 30 mil quilômetros já rodados. Iniciaram a viagem, partindo do Brasil em março deste ano, percorrendo os Estados São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, passando pelo Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia e Peru. "O projeto é viajarmos por dois anos seguidos, em visita às principais cidades históricas da América do Sul. Conhecendo de perto os lugares, a cultura, os costumes e seu povo", disse Vieira.

 

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