14/04/2017 15:53:00

DENÚNCIA
Casal é preso por cárcere privado contra duas crianças
Os dois filhos dos pastores viviam num quartinho nos fundos da residência, em Imbituva


(Foto: Ilustrativa)


Da Redação

Imbituva - Um casal de pastores encontra-se preso em Imbituva suspeitos de manter dois filhos (9 e 12 anos), em cárcere privado. A ação chegou até a Polícia Civil de Imbituva através de denúncias e do Conselho Tutelar do município. O flagrante aconteceu na quarta (12).

De acordo com a polícia, as crianças foram resgatadas vivendo num quartinho nos fundos da residência principal sem luz elétrica e televisão. “Quando não tinha ninguém em casa, eles eram trancados. Eles só saiam do local para ir a escola, e às vezes na casa da avó com o pai”, afirma a delegada responsável pelo caso, Emanuele Siqueira. Segundo a policial, no quarto das crianças tinha apenas um beliche, um guarda-roupa e uma mesa para estudo.

A delegada conta ainda que no momento que a equipe policial chegou até o local, as crianças começaram a arrumar suas coisas e não quiseram continuar morando no local. “Elas foram ouvidas na delegacia na presença de uma psicóloga e ficaram felizes em saber que iram para um abrigo”.

A equipe policial levantou que a comida era servida pelo pai na hora do almoço e jantar, após as refeições eles eram obrigados a limparem os utensílios utilizados e a lavarem os uniformes escolares. 

A delegada ressalta também que a residência do casal era uma casa aconchegante com quatro quartos, dois banheiros, vários televisores, além de móveis planejados, porém as crianças não podiam entrar no local. “A mulher têm dois filhos (19 e 20 anos) que moram em Curitiba onde estudam em faculdade particular”, ressalta Emanuele.

O casal foi ouvido na delegacia. Eles alegaram que o comportamento faz parte da educação rígida que eles passavam aos filhos. Questionada sobre a falta de luz, a mulher alegou que as crianças dormiam cedo, por volta das 19h e por isso não precisam de luz. 

Segundo relatos das vítimas na delegacia, caso tirassem menos de 8,5 na escola, eles eram castigados. Mas de acordo com a Polícia não havia sinais de agressões.

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