23/03/2017 13:57:00

PERDA
A morte é um mistério incompreensível



A morte é realmente um mistério incompreensível e para muitos, inaceitável, embora começemos a morrer exatamente no dia em que começamos a viver, no momento em que fomos concebidos.

Confesso que não sei lidar muito bem com isso e cada vez que uma pessoa do meu convívio encerra o seu ciclo na Terra, sinto uma sensação de vazio.

Ontem, durante a noite, fui surpreendida com a notícia da morte do ex-deputado Leônidas Chaves. Embora soubesse que ele estava gravemente doente, a informação me abalou.

Nunca fui simpatizante da linha que ele seguia enquanto político ativo. Como pessoa comecei a conhecê-lo quando, de repente, sempre aparecia na redação da RedeSul de Notícias. Queria saber como estávamos, se precisávamos de alguma coisa e em algumas vezes serviu como ponte para entrevistas com políticos de renome nacional, fazendo as ligações do seu próprio telefone. Aparecia sempre no horário do almoço e algumas vezes compartilhamos desse momento. Falávamos sobre vários assuntos, ríamos muito, discordávamos em vários pontos de vista e muitas vezes dividimos o debate.

De repente, assim como ele surgia, Leônidas desapareceu. Algumas vezes acontecia isso, mas nunca por tanto tempo. Buscamos notícias dele e soubemos da grave condição da sua saúde. Até então, ele nunca tinha reclamado ou tocado nesse assunto.

Com a notícia do seu falecimento, fica o vácuo para sempre da sua visita. Na lembrança, fica a imagem do seu comportamento gentil.

Agora só podemos mentalizar para que a sua travessia seja tranquila. Leônidas deixa a certeza de que a morte não é privilégio, nem desgraça deste ou daquele. Ela existe para todos, sem exceção.

Sobre o Autor

Cristina Esteche é jornalista, publicitária e fundadora da Rede Sul de Notícias.