24/10/2017 15:26:00

DEBATE E MÚSICA
Cultura hip hop invade a Unicentro nesta quinta (26)
Como parte da V Siepe, a diversidade das culturas urbanas traz nomes do rap para uma noite única


Poeta Loko e Mano Fler são apenas duas das dezenas de atrações na noite de quinta (26)


Jonas Laskouski, com assessoria

Guarapuava - A cultura hip hop vai tomar conta da Unicentro (Universidade Estadual do Centro Oeste) nesta quinta feira (26). Como parte da programação da V Siepe - Semana de Integração, Ensino, Pesquisa e Extensão -, que nesta edição traz como tema: “Direitos Humanos, dialogando sobre a diversidade”, dezenas de convidados vão fazer do palco espaço para uma das culturas mais poderosas da atualidade.

Às 14h, no Miniauditório, sob coordenação de Mano Hood, um grupo de trabalho (GT) vai debater “Cultura Urbana e Direitos Humanos”. Depois de discutido o assunto, esse tipo de atividade gera um documento com ações a serem desenvolvidas pela e na instituição, relacionadas ao tema proposto. É uma das partes mais importantes do encontro, pois gera ações práticas.

Mas como a diversão não pode ficar de fora, e quando falamos de hip hop a primeira coisa que vem à mente é música, a partir das 19h, o Auditório Francisco Contini vai ferver com a pluralidade das rimas, dos versos e da mensagem forte e direta dos MCs num grande show de rap, além de grafite, com Oliver, e muito break, com o Power Niggaz.

Dá só uma olhada em quem vai chegar na área: WMC, Poeta Loko, DJ Samu, Mano Fler como atrações principais, além de dezenas de nomes da cena local como Nzumba, As Donas, Mr. Vato, GK, Detentores da Rima, Função do Gueto, MC Thug, Poeta Jão, Dust, Polako CJA, Currupa, Caverna, Cleitinho Atitude PB, Jeffe do VPM e Vagabundo Nobre. Se faltou alguém aí, avisa que eu incluo.

A entrada para o evento, que tem apoio do programa Sintonia Hip Hop e da loja American Club Official Store, é gratuita e deve bombar.

SOBRE A SIEPE

A Semana de Integração Ensino Pesquisa e Extensão é um evento que movimenta a Unicentro a cada dois anos. Em 2017, entre os dias 23 e 27 de outubro, em sua quinta edição, a Siepe tem como temática central “Direitos Humanos, dialogando sobre a diversidade”. A Siepe visa promover a integração e o diálogo entre os três pilares de sustentação da Universidade – ensino, pesquisa e extensão.

Nessa edição, a organização está a cargo da Pró-Reitoria de Ensino. Porém, segundo a pró-reitora de Ensino, professora Regina Célia Padilha, a parceria com as demais pró-reitorias e com os departamentos pedagógicos foi de extrema importância para a realização de um evento tão grande. Alunos do mestrado e doutorado também propuseram oficinas, minicursos e grupos de trabalho com temáticas variadas. “Esse convite foi amplamente aceito por todos os departamentos, de todos os campi da Unicentro. Então, nós vamos ter mais de 250 atividades nesse sentido”, conta.

A pró-reitora explica, ainda, que a Siepe é importante porque possibilita dar visibilidade ao trabalhos desenvolvidos na Universidade durante o ano. “A Siepe é um momento de dar visibilidade a tudo aquilo que a Unicentro desenvolve – tanto no âmbito da pesquisa, quanto do ensino e da extensão. Então, são os nossos alunos bolsistas, da extensão, da pesquisa, são os monitores, tutores, são os grupos PET. Então, todas essas atividades riquíssimas academicamente falando vão ter visibilidade durante essa semana”.

Além das atividades que acontecem em todos os campi da Unicentro, a SIEPE também chega a várias comunidades da cidade através da parceria entre a Pró-Reitoria de Extensão e a UGAM (União Guarapuavana das Associações de Moradores), e as associações dos bairros. Segundo a pró-reitora de Extensão e Cultura, Elaine Maria dos Santos, as atividades vão ser distribuídas em escolas e associações. “Teremos um hall bem amplo de atividades na comunidade abrangendo todas as áreas. Atividades na área de Saúde, na área de Agrárias, na área ambiental, todas as áreas da extensão, na comunicação, nós teremos a questão do direitos humanos que é a temática da Siepe que a gente vai tá desenvolvendo na comunidade”.

Entre os eventos que compõem a Siepe está o Salão de Extensão, coordenado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. “A gente discute a Extensão um pouco mais profundamente com os nossos estudantes para que eles entendam o que é Extensão e para que que serve a Extensão na sua formação, o impacto que isso tem”, conta a pró-reitora.

Durante a Siepe também é realizado o XXVI Eaic e o Encontro de IC Júnior, que são organizados pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Ao todo, serão apresentados mais de 1.500 trabalhos. Segundo a diretora de Pesquisa, Katielle Córdova, muitas vezes, o aluno fica focado em apenas um eixo e acaba não conhecendo os demais, como os projetos de Ensino e de Extensão. “A Semana é importante, principalmente, pela integração das três pró-reitorias em busca dessa integração, promover uma vivência maior, uma amplificação dessa vivência da Universidade dos três eixos do conhecimento, do tripé universitário para o aluno”, ressalta.

A diretora de Pesquisa também aponta a importância da troca de conhecimentos que a Semana de Integração proporciona. “A única coisa que não tiram da gente é o conhecimento adquerido. Então, várias experiências, essa integração ensino, pesquisa e extensão propiciam uma troca de experiência. Isso é bem válido para o aluno, para o docente, para o agente universitário, para toda a comunidade, para todo mundo que vier prestigiar o evento”.

Serão cinco dias de programação. Clayton Luiz da Silva é o coordenador geral da Siepe e explica que o maior desafio é conseguir fazer a convergência entre todas as áreas de conhecimento, frente a uma ciência tão compartimentada. “Tentar fazer um evento que permita que esse universo de pessoas diferentes – não só matrizes ideológicas, mas de diferentes matrizes de cursos, curriculares -, que consigam dialogar. Não é uma coisa tão simples, mas o evento propõe-se um pouco a isso”, explica.

A escolha pela diversidade como temática central, segundo o coordenador, se deu pelo momento de heterogeneidade que vivemos, marcado por injustiças, processos de exclusão, marginalização e violência. “É discutir a questão da diferença, a especificidade conceitual. Tem uma preocupação também com o trabalho um pouco teórico de pensar o que que é a diferença, o que que é a diversidade. São questões que estão sempre trazidas para dentro do evento na forma das palestras, dos grupos de trabalho para tentar contemplar essa discussão”, complementa Clayton.

 

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