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Vice-presidente Geraldo Alckmin (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
MADEIRA

Alckmin acolhe apelo do Paraná contra 'tarifaço' de Trump

Lideranças, incluindo o prefeito de Bituruna, Rodrigo Rossoni, relatam a Alckmin a ameaça de 6 mil demissões na indústria paranaense

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura

Vice-presidente Geraldo Alckmin (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A crise desencadeada pelo 'tarifaço' imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o setor madeireiro pautou audiência com vice-presidente Geraldo Alckmi em Brasília. O encontro online articulado pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT), nesta quarta (1º), teve lideranças de 40 empresas. Empresários e políticos dos setores madeireiro e moveleiro do Paraná, apresentaram o cenário de demissões em massa e paralisação das atividades. O encontro, que reuniu prefeitos da região Sul, como Rodrigo Rossoni (PSDB) de Bituruna e Mário Cezar (PT) de São João do Triunfo, buscou medidas urgentes. O pedido feito ao Governo Federal objetiva socorrer as indústrias que sofrem com a sobretaxa. [caption id="attachment_213214" align="aligncenter"]
Rodrigo Rossoni (Foto: Arquivo/RSN)Rodrigo Rossoni (Foto: Arquivo/RSN)
Rodrigo Rossoni (Foto: Arquivo/RSN)[/caption] De acordo com Rossoni e Cezar indicadores da crise mostram queda na renda familiar e ameaça a milhares de empregos. Em Bituruna, município de pouco mais de 15 mil habitantes, 87% da economia depende dos setores afetados. [caption id="attachment_323049" align="aligncenter"]
Paulo Roberto Pupo (Foto: reprodução/redes sociais)Paulo Roberto Pupo (Foto: reprodução/redes sociais)
Paulo Roberto Pupo (Foto: reprodução/redes sociais)[/caption] Paulo Roberto Pupo, da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI), do município de Imbituva, dá um panorama. Conforme ele disse, nos próximos dias, estão previstas de quatro a seis mil demissões na área. Ele também expôs o que chamou de "cena dramática" de se ver na região.

São empresas vazias, com apenas duas pessoas trabalhando e os demais em férias coletivas, sem a perspectiva de retornarem a seus postos por conta da crise.

O empresário Guilherme Ranssolin reforçou que a dificuldade logística é enorme. De acordo com o empresário, a produção, mesmo reduzida, não tem onde ser estocada, já que o mercado nacional não absorve o volume exportado. Isso gera uma crise logística, sem levar em consideração a concorrência doméstica. [caption id="attachment_323050" align="aligncenter"]
Guilherme Ranssolin (Foto: reprodução/redes sociais)Guilherme Ranssolin (Foto: reprodução/redes sociais)
Guilherme Ranssolin (Foto: reprodução/redes sociais)[/caption] Armando Giacomet, da Braspine Madeiras, do município de Jaguariaíva, lembrou a necessidade de se avaliar todas as possibilidades. Pois, conforme observou o empresário, os financiamentos são vinculados à empregabilidade. "É preciso vender para manter os funcionários em atividade no setor”. [caption id="attachment_323051" align="aligncenter"]
Armando Giacometi (Foto: reprodução/ redes sociais)Armando Giacometi (Foto: reprodução/ redes sociais)
Armando Giacometi (Foto: reprodução/ redes sociais)[/caption]

NEGOCIAÇÕES E LINHAS DE SOCORRO

Durante a audiência, Alckmin manifestou apoio e otimismo, destacando avanços recentes nas negociações bilaterais. Ele citou a redução de tarifas em produtos como madeira macia e serrada (de 50% para 10%) e móveis (de 50% para 25%). Outros produtos, como celulose, já tiveram a isenção de taxação. Produto esse que representa cerca de 4% das exportações brasileiras. Além do ferro níquel e os herbicidas. Há expectativa de que conversas futuras entre os presidentes Lula e Trump possam resolver o impasse que afeta diretamente o setor. Madeira macia e serrada, por exemplo, tiveram a taxação de 50% reduzida para 10%. Já móveis de madeira, estofados, armários de cozinha, lavabos, entre outros, foram citados entre os produtos que tiveram tarifas cortadas pela metade. Ou seja: de 50% para 25%. Dessa forma, ficando nos patamares das mesmas taxas praticadas por Trump junto aos demais países, com exceção das relações estabelecidas junto ao Reino Unido. [caption id="attachment_323048" align="aligncenter"]
Zeca Dirceu e Geraldo Alckmin (Foto: Ascom/parlamentar)Zeca Dirceu e Geraldo Alckmin (Foto: Ascom/parlamentar)
Zeca Dirceu e Geraldo Alckmin (Foto: Ascom/parlamentar)[/caption] Outra notícia que alivia a preocupação dos setores produtivos afetados diz respeito à expansão dos negócios brasileiros junto a outros mercados internacionais, como México e Emirados Árabes Unidos. Conforme Zeca Dirceu, alguns setores, algumas áreas da indústria brasileira que exportam para os Estados Unidos já tiveram tarifas retiradas.

É isso que a gente espera que aconteça com o setor da madeira processada mecanicamente, que gera entre 40 a 60 mil empregos no Paraná.

Além da frente diplomática, a comitiva agendou um encontro com o BNDES para os próximos dias. O grupo vai buscar informações aprofundadas sobre o Programa Brasil Soberano. Assim como do crédito do Reintegra e do Fundo Garantidor. Eles querem saber também sobre as oportunidades de acesso e as vantagens oferecidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e bancos públicos e privados para socorrer os setores mais prejudicados pelo tarifaço.

O fundo garantidor depende da aprovação do Congresso, porque não pode ser por Medida Provisória. Por isso, reafirmo o compromisso de acompanhar de perto essa questão.

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