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Alunos de escola pública criam esculturas que unem arte, robótica e tecnologia
Estudantes de Curitiba desenvolveram obras interativas com sensores, impressão 3D e materiais recicláveis durante oficinas do projeto Engenhoka
RedaçãoJornalista
4 min de leitura
O projeto buscou estimular a criatividade, o raciocínio lógico e a capacidade de resolver problemas (Foto: Divulgação)
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Arte, robótica, criatividade e tecnologia se encontraram em sala de aula no Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros, em Curitiba. Cerca de 60 estudantes do 1º ano do Ensino Médio apresentaram esculturas interativas desenvolvidas ao longo dos últimos meses durante a mostra de encerramento do projeto Engenhoka. A iniciativa é do Instituto Burburinho Cultural, por meio da Lei Rouanet.
As obras, expostas nesta semana, reuniram conceitos de robótica educacional, cultura maker, arte e tecnologia. Entre os destaques estavam uma turbina eólica construída com papelão, garrafas PET e sensores eletrônicos, além de um robô inspirado no universo dos action figures, produzido com papelão, peças impressas em 3D, LEDs e componentes eletrônicos.
Mais do que o resultado final, o projeto buscou estimular a criatividade, o raciocínio lógico e a capacidade de resolver problemas por meio de atividades práticas.
"O principal objetivo do Engenhoka é trabalhar a imaginação dos alunos, permitindo que eles construam uma arte viva, que se movimenta, unindo criatividade, tecnologia e robótica. A arte muda tudo e, junto com a tecnologia, muda muito mais", afirma o produtor executivo do projeto, Fabrício Ligiero.
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ALÉM DA SALA DE AULA
Para a estudante Rafaelly Nogueira Martins, de 16 anos, a principal lição foi perceber que a falta de recursos não impede a criação.
"A gente aprende que nada é impossível. Fazemos com o que temos, mesmo quando os recursos são limitados", diz a aluna, integrante da equipe que desenvolveu uma turbina eólica acionada por sensor eletrônico para demonstrar a geração de energia.
Já Wendel Willian de Oliveira, de 14 anos, teve durante o projeto seu primeiro contato com robótica e impressão 3D. "Aprendi que, com força e dedicação, a gente consegue chegar onde quer", relata.
TECNOLOGIA COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM
Conforme a presidente do Instituto Burburinho Cultural, Priscila Seixas, o Engenhoka foi criado para fortalecer o ensino da arte e aproximar os estudantes da cultura digital. "A tecnologia entra como meio, não como fim. Criamos um estúdio maker para que professores e alunos desenvolvam criatividade, inovação e novas formas de aprender", explica.
Ela destaca que muitas escolas já possuem equipamentos tecnológicos, mas ainda enfrentam dificuldades para utilizá-los como instrumentos pedagógicos. Por isso, o projeto busca integrar diferentes áreas do conhecimento em atividades colaborativas.
ESTÚDIO MAKER PERMANECE NA ESCOLA
Além das oficinas, o Engenhoka deixa como legado um estúdio maker permanente para a escola. O espaço conta com impressora 3D, canetas 3D, mobiliário, materiais pedagógicos e livros, permitindo que professores e estudantes deem continuidade às atividades.
Para o diretor do colégio, Valdemar Busanello Junior, o laboratório amplia as possibilidades de ensino e ajuda os alunos a descobrirem novas habilidades.
"Esse laboratório de criação faz com que eles descubram habilidades que nem imaginavam possuir. Eles entendem que arte e robótica caminham juntas e que criatividade também faz parte da formação para o mercado de trabalho", destaca.
PROJETO JÁ TRANSFORMOU A ESCOLA
Esta é a segunda edição do Engenhoka no Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros. Desde 2023, a instituição mantém parceria com o Instituto Burburinho Cultural e já recebeu outros projetos voltados à integração entre cultura e educação.
Entre eles estão o Projeto Arco-Íris, que promoveu oficinas de grafite e transformou os muros da escola em galerias a céu aberto, e o Arena Viva, iniciativa voltada ao teatro e às práticas artísticas.
Nesta segunda edição, o Engenhoka também contemplou outras sete escolas dos estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.
O projeto é uma parceria do Instituto Burburinho Cultural e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio do Grupo Boticário, Trident Energy, ExxonMobil Brasil, Google, Wilson Sons, NTS, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e SQ Química.
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