DIVERGÊNCIA ENTRE CAMPO E PRATELEIRA
Em um supermercado da cidade é possível encontrar o feijão-preto à venda por R$ 2,60 o quilo. Segundo Manfio, trata-se de uma 'distorção de mercado'. O técnico afirma que esse valor baixo nas gôndolas reflete o escoamento de estoques antigos, adquiridos pelo varejo quando o preço da saca estava no piso. [caption id="attachment_327621" align="aligncenter"]
"O varejista tem o estoque velho e se obriga a se desfazer disso porque, conforme entra a safra nova, o produto antigo perde preço. O brasileiro é exigente e quer o produto fresco"
REAÇÃO RECENTE
Nas últimas duas semanas de janeiro, o mercado deu sinais de reação. O preço pago ao produtor pela saca do feijão novo saltou de R$ 120 para até R$ 170. No entanto, essa valorização pode ter chegado tarde demais para muitos agricultores. Logo após o período crítico de desvalorização, muitos produtores migraram para culturas mais estáveis, como soja e milho. Além disso, em municípios como Prudentópolis, o risco climático e o histórico de pragas, como a mosca-branca, aumentam a insegurança de quem planta.PERSPECTIVAS
Embora o preço tenha subido em janeiro, Manfio ressalta que o prazo para o plantio ideal termina em fevereiro. Dessa forma, o produtor tecnificado, que depende de financiamentos e contratos antecipados de sementes e insumos, dificilmente conseguirá reverter a decisão de reduzir a área em cima da hora. Contudo, produtores que trabalham com recursos próprios ainda têm uma janela de 20 dias para decidir se aproveitam a alta do mercado. Leia outras notícias no Portal RSN.