Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Projeção é de 19 mil hectares (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)
AGRICULTURA

Área de plantio de feijão na Região deve cair quase 50% nesta safra

Levantamento do Deral aponta que baixo preço pago ao produtor em 2025 desmotivou o setor. Preço baixo nas gôndolas reflete queima de estoque velho no varejo

Thiago de Oliveira
Thiago de Oliveira Jornalista
3 min de leitura

Projeção é de 19 mil hectares (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

O cenário para o feijão-preto na Região de Guarapuava é de incerteza e retração. De acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), a intenção de plantio para a segunda safra deste ano projeta uma queda drástica: de 36 mil hectares cultivados no ano passado para apenas 19 mil hectares em 2026, uma redução de 47% na área. Em entrevista ao Portal RSN, o técnico do Deral, Dirlei Antonio Manfio, explicou que o desânimo do produtor decorre do longo período de preços baixos. Entre outubro e dezembro de 2025, o valor pago pela saca de 60 quilos estagnou na casa dos R$ 120, valor que não cobria os custos de produção. "Não tava fechando a conta. Era prejuízo."

DIVERGÊNCIA ENTRE CAMPO E PRATELEIRA

Em um supermercado da cidade é possível encontrar o feijão-preto à venda por R$ 2,60 o quilo. Segundo Manfio, trata-se de uma 'distorção de mercado'. O técnico afirma que esse valor baixo nas gôndolas reflete o escoamento de estoques antigos, adquiridos pelo varejo quando o preço da saca estava no piso. [caption id="attachment_327621" align="aligncenter"]
(Foto: Gilson Boschiero/RSN)(Foto: Gilson Boschiero/RSN)
Feijão-preto a R$ 2,60 o quilo em um mercado de Guarapuava (Foto: Gilson Boschiero/RSN)[/caption]

"O varejista tem o estoque velho e se obriga a se desfazer disso porque, conforme entra a safra nova, o produto antigo perde preço. O brasileiro é exigente e quer o produto fresco"

REAÇÃO RECENTE

Nas últimas duas semanas de janeiro, o mercado deu sinais de reação. O preço pago ao produtor pela saca do feijão novo saltou de R$ 120 para até R$ 170. No entanto, essa valorização pode ter chegado tarde demais para muitos agricultores. Logo após o período crítico de desvalorização, muitos produtores migraram para culturas mais estáveis, como soja e milho. Além disso, em municípios como Prudentópolis, o risco climático e o histórico de pragas, como a mosca-branca, aumentam a insegurança de quem planta.

PERSPECTIVAS

Embora o preço tenha subido em janeiro, Manfio ressalta que o prazo para o plantio ideal termina em fevereiro. Dessa forma, o produtor tecnificado, que depende de financiamentos e contratos antecipados de sementes e insumos, dificilmente conseguirá reverter a decisão de reduzir a área em cima da hora. Contudo, produtores que trabalham com recursos próprios ainda têm uma janela de 20 dias para decidir se aproveitam a alta do mercado. Leia outras notícias no Portal RSN.
rodapé publicidade21