O Corpo de Bombeiros encerrou, no fim da tarde deste sábado (1º), o
segundo dia de buscas por Pedro Henrique Frandolozo, 24 anos, desaparecido nas águas do Alagado do Iguaçu. Conforme atualização repassada à reportagem, os mergulhadores desceram a aproximadamente 15 metros de profundidade, mas não localizaram o jovem.
O acidente ocorreu por volta das 17h de sexta (31), nas proximidades da Prainha de Rio Bonito do Iguaçu. Conforme os primeiros relatos, ondas provocaram a virada do barco. Os demais ocupantes conseguiram sair da água com auxílio de bombeiros, enquanto Pedro submergiu e não voltou à superfície. Os sobreviventes informaram que o grupo não utilizava coletes salva-vidas.
De acordo com o segundo-sargento Sklar, do Corpo de Bombeiros de Laranjeiras do Sul, quatro homens estavam em um barco de alumínio, de aproximadamente seis metros, e retornavam de uma ilha onde haviam se reunido para um churrasco. Já próximo ao local de desembarque, a embarcação virou após uma rajada de vento e a formação de marola. Trata-se de pequenas ondas provocadas pela movimentação de outras embarcações.
Há divergência nas informações preliminares sobre o número total de pessoas que estavam no barco. Uma versão inicial, atribuída aos bombeiros, aponta três ocupantes; outros relatos locais informam que havia quatro. Em comum, as fontes confirmam que Pedro foi o único que não conseguiu sair da água. De acordo com o bombeiro, nenhum dos ocupantes usava colete salva-vidas. Pedro Henrique Frandolozo, de 26 anos, não sabia nadar e acabou afundando.
AS BUSCAS
As primeiras buscas começaram ainda às 17h30 de sexta. Duas equipes, cada uma formada por dois mergulhadores, trabalharam durante cerca de quatro horas. A operação foi interrompida por volta das 23h, principalmente por causa da baixa visibilidade, e retomada na manhã deste sábado.
Conforme um dos mergulhadores, a profundidade e a escuridão da água dificultam o trabalho. De acordo com informações divulgadas por equipes que acompanham a operação, depois dos primeiros cinco ou seis metros a visibilidade se torna praticamente nula. Nessas condições, os bombeiros fazem uma busca circular, percorrendo o fundo da represa por setores e utilizando cabos de segurança para manter a orientação. Pescadores da região também auxiliaram com um equipamento de sonar.
A ocorrência mobilizou ainda a Polícia Militar Ambiental, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a Marinha do Brasil. Até o encerramento deste segundo dia de operação, nenhuma pista havia levado à localização do jovem. O Corpo de Bombeiros vai retomar as buscas já nas primeiras horas deste domingo (2).
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RSN.