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Chuvas afetam soja, mas Deral prevê recuperação da safra no Paraná
Tempestades do início de novembro colocaram 31 mil hectares de soja em condições ruins, mas 93% das lavouras seguem em boas condições
Thiago de OliveiraJornalista
2 min de leitura
Colheita de soja (Foto: Gilson Abreu/AEN)
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As chuvas fortes, granizo e ventos intensos que atingiram o Paraná no início de novembro afetaram parte das lavouras de soja. No entanto, o Departamento de Economia Rural (Deral) informou, no boletim de quinta (6), que a situação ainda permite recuperação.
De acordo com o Deral, o clima adverso fez com que 1% das lavouras de soja do estado fossem classificadas como em "condições ruins", o que representa cerca de 31 mil hectares prejudicados. Apesar disso, o levantamento mostra que 93% das áreas de plantio (4,3 milhões de hectares) ainda estão em boas condições.
Nas áreas mais afetadas, os produtores precisarão acionar o seguro ou realizar o replantio. Segundo o Deral, como a soja, o milho e o feijão ainda estão dentro do período ideal para a semeadura, o replantio é viável e deve possibilitar a recuperação de parte das áreas afetadas.
OUTRAS CULTURAS
Milho: O plantio da primeira safra está estável, com 99% da área semeada, superando o mesmo período do ano passado.
Feijão: O plantio atingiu 91% da área prevista de 104 mil hectares. Como a produção se concentra no Sul do estado, onde choveu menos, 77% das lavouras estão em boas condições. Porém, o excesso de umidade e a baixa luminosidade de outubro podem limitar a produtividade.
MERCADO DE CARNES
O boletim também destacou o cenário positivo para as carnes. Na pecuária bovina, o custo de reposição (preço do bezerro) subiu 41% em relação ao ano passado. Com a proximidade das festas de fim de ano, a expectativa é que os preços da arroba do boi gordo terminem 2025 em patamares elevados.
Já na suinocultura, os preços no varejo seguem altos. A média de R$ 22,36/kg no acumulado do ano representa um aumento de 27,5% em relação a 2024.
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