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Cinco são presos por morte de empresário confundido com alvo
Hugo Gabriel Moll, 38 anos, morreu na hora em 19 de junho deste ano, enquanto cortava a barba numa barbearia. O alvo saiu 10 segundos antes
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Polícia prende cinco suspeitos pela morte de empresário (Foto: divulgação)
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A Polícia Civil prendeu temporariamente cinco homens nesta terça-feira (28) por suspeita de envolvimento no assassinato do empresário Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, em uma barbearia de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A investigação concluiu que o grupo pretendia matar outro homem, mas confundiu o alvo e executou um empresário sem antecedentes criminais.
[caption id="attachment_334716" align="aligncenter"]Empresário foi morto por engano (Foto: divulgação)Empresário foi morto por engano (Foto: divulgação) Empresário foi morto por engano (Foto: divulgação)[/caption]
Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, um suspeito de 34 anos organizou a ação. Outro homem, de 24, forneceu o ponto de apoio e a arma usada no crime. Um terceiro investigado, de 27 anos, monitorou o alvo e dirigiu o veículo durante a fuga. De acordo com a polícia, os três acumulam registros criminais anteriores.
A polícia também prendeu dois homens de 25 e 19 anos. Os investigadores encontraram indícios da participação deles, mas ainda apuram quais funções cada um exerceu no plano. A corporação não divulgou os nomes dos cinco suspeitos. Durante a operação, os agentes cumpriram ainda cinco mandados de busca e apreensão e recolheram materiais que passarão por análise.
O CRIME
A investigação aponta que 10 segundos mudaram o rumo da ação criminosa. Esse foi o intervalo entre a saída do verdadeiro alvo e a chegada de Hugo à barbearia. Câmeras de segurança mostram o homem, que teria ligação com o tráfico de drogas, deixando o local de carro pouco antes de o empresário estacionar a caminhonete.
Hugo cortava a barba quando um atirador entrou no estabelecimento e abriu fogo. De acordo com a Polícia, o criminoso atingiu o empresário na cabeça, e ele morreu no local. Os disparos também acertaram o barbeiro João Victor Pereira no tórax. João permaneceu internado por mais de 20 dias e agora se recupera em casa.
De acordo com a polícia, o crime ocorreu em 19 de junho, na Avenida Pedro Wosgrau, no bairro Cará-Cará. Para o delegado, os executores confundiram Hugo com o homem que pretendiam matar. A polícia também investiga se o grupo atirou contra o barbeiro para eliminar uma testemunha. O caso expõe uma ação planejada com monitoramento, arma e apoio logístico, mas conduzida a partir de uma identificação equivocada.
Hugo trabalhava no setor da construção civil, havia se casado menos de dois meses antes do assassinato e deixou a esposa e um filho de 12 anos. Conforme a polícia afirma ele não mantinha ligação com atividades criminosas.
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