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Cinco vítimas do tornado são sepultadas em Rio Bonito do Iguaçu
Uma das vítimas, José Neri Geremias, morava no Assentamento Nova Gerão e foi sepultado em Guarapuava neste domingo (9)
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
(Foto: Corpo de Bombeiros)
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A passagem do tornado por Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, deixou um cenário de devastação e um profundo luto na comunidade. Entre os destroços que marcam a paisagem, a dor das perdas se mistura à comoção coletiva. Há também uma inspiradora onda de solidariedade voltada para o recomeço. Conforme moradores, em meio a essa tragédia, este domingo (9), foi o dia mais doloroso para as famílias atingidas. Isso porque houve velório coletivo e sepultamentos das seis vítimas fatais do desastre. A perda repentina e violenta trouxe uma dor indescritível, suavizada apenas pela união e pelo apoio mútuo que se fizeram presentes até nos momentos de despedida.
[caption id="attachment_324725" align="aligncenter"]Vítimas são sepultadas (Foto: reprodução G1)Vítimas são sepultadas (Foto: reprodução G1) Vítimas são sepultadas (Foto: reprodução G1)[/caption]
De acordo com informações repassadas por moradores ao Portal RSN, já houve o velório coletivo e sepultamentos. O velório dos corpos de José Gieteski, Claudino Risso, Jurandir Ferreira e da adolescenre Julia Kwapis ocorreu no pavilhão do 'Campo do Bugre'. Já os sepultamentos, em Rio Bonito do Iguaçu. Mas os corpos de Adriane M. de Moura e José Neri Geremias ocorreram em Sulina e Guarapuava, respectivamente, demonstrando o alcance da tragédia e a dispersão do luto. Em respeito à dor das famílias, o Governo do Paraná decretou luto oficial de três dias.
SOLIDARIEDADE
Em contraste com a destruição material, a reação da população foi imediata e marcada pela solidariedade. A tragédia despertou o melhor da comunidade: o desejo de reconstruir, juntos, o que foi perdido. Autoridades federais, estaduais e municipais formaram uma força-tarefa para oferecer suporte emergencial, com foco no resgate das vítimas, no atendimento de saúde aos feridos e no acolhimento dos desabrigados. A ajuda mútua entre vizinhos e o envio de doações de várias regiões do país se tornaram o principal combustível da reconstrução. Entre os escombros, o espírito de união é o que sustenta a esperança.
O desafio agora é transformar a dor em resiliência, garantindo apoio psicológico e material às famílias para que, aos poucos, possam reconstruir suas casas, suas rotinas e suas memórias — e seguir em frente, unidos pela força da solidariedade.
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