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Davi Alcolumbre (Foto: Agência Senado)
POLÍTICA

Com pressão de comerciantes, Senado adia votação do fim da escala 6×1

PEC que muda jornada de trabalho deve ficar para depois das eleições após mobilização do setor produtivo

Thiago de Oliveira
Thiago de Oliveira Jornalista
2 min de leitura

Davi Alcolumbre (Foto: Agência Senado)

Pressionado por associações comerciais, o Senado Federal decidiu adiar a votação da PEC 221/2019, que propõe o fim da escala 6×1. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e o novo prazo só deve ser definido após as eleições. O texto prevê jornada máxima de 40 horas semanais, divididas em cinco dias, sem corte de salário. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e agora depende de dois turnos de votação em plenário para seguir adiante. O adiamento atendeu a um pedido do sistema associativista. Entidades do setor produtivo vinham cobrando mais tempo de debate sobre os efeitos econômicos e operacionais da mudança, sobretudo para micro e pequenas empresas. A pressão ganhou força com uma nota pública da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), enviada aos parlamentares, e com um manifesto assinado por mais de 1.200 empresários entregue à Presidência do Senado. Entre as exigências das associações estão um prazo de transição para as empresas se adaptarem. Bem como regras que respeitem a realidade dos pequenos negócios, incentivo à negociação coletiva e medidas para amenizar o impacto sobre empregos. A Associação Comercial e Industrial de Guarapuava (Acig) informou que acompanha o andamento da proposta e defende que a discussão inclua trabalhadores, poder público e empresários antes de qualquer decisão final. Leia outras no Portal RSN.