A dois dias das eleições, Alexandre Curi (Republicanos) aparece com o maior percentual nominal na disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado. A projeção resulta de pesquisa Radar Inteligência contratada pela ADI-PR. Considerados apenas os votos nominais nas duas escolhas do eleitor, Curi soma 22,5%, seguido por Filipe Barros, com 20,6%, Deltan Dallagnol, com 18,5%, e Gleisi Hoffmann, com 17,1%.
O levantamento ouviu 1.100 eleitores entre 26 de setembro e 1º de outubro, em 49 municípios. A margem de erro é de 2,95 pontos percentuais, para mais ou para menos. Portanto, recomenda cautela na leitura das diferenças entre os candidatos mais bem posicionados.
Na pesquisa Radar, Curi também aparece numericamente à frente quando o eleitor é questionado especificamente sobre o primeiro voto para senador: registra 19,5%, contra 17,7% de Gleisi, 16,5% de Deltan e 10,9% de Filipe Barros.
Outros levantamentos divulgados nesta reta final também registraram Curi com o maior percentual nominal em seus respectivos cenários, embora metodologias e margens de erro impeçam uma comparação direta ou uma conclusão estatística uniforme entre as pesquisas.
A reta final da disputa ocorre também sob incerteza jurídica em torno da candidatura de Deltan Dallagnol. O TRE-PR deferiu o registro dele, mas decisões posteriores no TSE impuseram restrições à campanha enquanto a controvérsia segue em análise.
Nesta semana, a Justiça Eleitoral permitiu que aliados voltassem a pedir votos ao candidato, embora permaneçam questões judiciais pendentes sobre sua situação eleitoral.
O histórico jurídico de Dallagnol aumenta a atenção sobre o caso. Em 2023, o TSE cassou por unanimidade o registro de candidatura a deputado federal, decisão que levou à perda do mandato. A defesa sustenta que aquela decisão não produziu automaticamente uma inelegibilidade de oito anos e, por isso, considera válida a candidatura ao Senado em 2026.
A Radar foi registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-09128/2026 e PR-09994/2026.