
Três anos depois, foi eleita diretora do sindicato. Em 2026 voltou à função, agora como a primeira mulher de Guarapuava a integrar a direção da entidade. Para a vereadora Professora Terezinha (PT), responsável pela indicação, a escolha passa justamente por essa trajetória que articula trabalho invisibilizado e organização coletiva. “É uma profissão extremamente necessária, mas muitas vezes invisibilizada. E as mulheres ainda mais. A Cris exerce com dedicação e também teve papel importante na organização do sindicato na cidade, com denúncias e reivindicações que trouxeram melhorias para a categoria”, afirma. Cristina resume a experiência sindical como um processo de tomada de consciência. “A gente entende mais e consegue ajudar todos. Vi o quanto é importante lutar pelo bem-estar de todos.” [caption id="attachment_329867" align="aligncenter"]“Não tinha uniforme, nem sapatos, luvas ou qualquer EPI para trabalhar. Nem salário digno, nem vale-alimentação.”

OUTROS PAPÉIS
Fora da rotina na varrição, ela também atua como socorrista. A formação, conforme conta, já fez diferença em situações do cotidiano. “Já ajudei um rapaz que caiu de bicicleta, um acidente de moto em que as pessoas queriam mexer na vítima, e até meu filho, que se engasgou em um restaurante. Saber agir na hora certa é tudo.” Casada e mãe de dois filhos, Cristina diz que a homenagem teve impacto direto dentro de casa. “Me senti mais importante perante a sociedade, e minha família está muito orgulhosa. Foi uma sensação única. Ganhei meu primeiro buquê de flores.” A trajetória dela, no entanto, segue em movimento. Apesar de avanços, as condições de trabalho ainda estão no centro da luta sindical que ajudou a construir, agora com mais voz e visibilidade. Leia outras notícias no Portal RSN.