[gallery columns="2" size="large" ids="324491,324492"]"O momento hoje é de união, de criar pontes; é de sinergia de projetos e instituições. Para que assim possamos fazer frente a problemas como a emergência climática, que tem uma dimensão planetária."
PROGRAMAÇÃO INTENSA
Embora o grupo não tenha acesso à "Zona Azul" da COP – área restrita onde ocorrem as negociações oficiais –, a comitiva promoverá e participará de atividades paralelas e terá a sua "COP própria". O grupo terá contato com delegações de outros estados brasileiros e de países como França, Colômbia, Chile e México. A programação começa na segunda (10) com o credenciamento. Na terça (11), há a abertura oficial, com a presença esperada de autoridades como a ministra Marina Silva e Joenia Wapichana, ex-presidente da Funai. O dia será focado em diálogos com cientistas sobre temas como "Saberes transversais" e "Oceanos e futuras gerações". Na quarta (12), os alunos apresentarão seus projetos e banners na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Na quinta (13), além de uma visita técnica ao complexo do Ver-o-Peso, haverá o Diálogo IV, proposto pelo projeto "Nós Propomos!" da Unicentro, coordenado pela professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes. Esse diálogo vai abordar os desafios de Belém para a COP30. Na sexta (14), os jovens vão se reunir para criar estratégias de ação climática pensando o horizonte 2025-2028. Daí surgirá a "Carta da Terra", documento com reivindicações que será entregue às autoridades. À tarde, visitarão os demais estandes da Zona Verde da COP, espaço aberto ao público no Parque da Cidade, para conferir os trabalhos de outras instituições.PROJETOS E EXPECTATIVAS
Os alunos de Guarapuava levam na bagagem projetos científicos desenvolvidos em três frentes: no GYCP, nos Clubes de Ciências e no "Nós Propomos!" A professora Ariane Andrade Bianco, do Colégio Estadual Carneiro Martins, e suas alunas Bruna Wolf Batisteli e Isabelle Burnat levarão o projeto de monitoramento dos rios que desembocam no Parque do Lago. "A gente faz análise química, física e biológica e fazemos o mapeamento com os macroinvertebrados", explicou. Bruna, de 17 anos, vê a viagem como uma chance de assimilar outras realidades. "Acho muito legal pra ver outros jovens também que têm o mesmo propósito que nós. Ver como que a gente pode fazer isso aplicando no nosso dia a dia [em Guarapuava]." A mãe de Bruna, Liliane Wolf, diz estar orgulhosa em ver a filha fazendo a diferença. "Ela já está fazendo algo pela geração dela. E, quem sabe, pra próxima geração que virá. Eu fico muito orgulhosa." Já a professora Katiane dos Santos e dois alunos do Colégio Pedro Carli levarão o projeto "Escola Sustentável", focado na redução de resíduos e na preservação de abelhas-sem-ferrão "Minha satisfação é ver que estou agindo diretamente no projeto de vida deles. A minha realização é de ver a realização dos meus alunos", afirmou. A ansiedade é o sentimento que define Raul Ramos, 16 anos, do Colégio Estadual Padre Chagas. "Estar presente nisso, presente na história, é muito gratificante. Quero buscar ideias, como a gente pode melhorar o ambiente do guarapuavano, que é o nosso principal estudo aqui", disse Raul, que participa do clube Ecocientistas Visionários e do GYCP. Matheus de Camargo, 17 anos, do Colégio Dom Pedro (com parceria com o Imperatriz), também nunca saiu do estado. "O coração vai acelerado. Pretendo ajudar a comunidade." Mais jovem que os outros, Nicoli dos Santos Castilho Nuskovski, 13 anos, do Colégio Cristo Rei, levará o projeto de criação de abelhas e combate às mudanças climáticas. "O coração tá batendo a mil, eu tô muito ansiosa. É uma grande oportunidade pra gente ver como é que tá nosso planeta", contou. Para a professora Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, articuladora da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência na Unicentro e coordenadora do projeto Nós Propomos!, a ida à COP30 é uma oportunidade única. "O enfrentamento das mudanças climáticas exigirá um processo contínuo de educação [...], e isso se faz com compromisso científico e justiça social, propósito que nossa equipe de professores e estudantes tem buscado", concluiu. A professora Patricia Carla Giloni de Lima, coordenadora administrativa do GYCP, também trabalhou duro para que essa viagem se tornasse possível. Para ela, colocar o estudante em posição de protagonismo e de vetor de aprendizado é fundamental. "Muitas vezes, o conhecimento que produzimos na academia não é visto de forma prática no dia a dia. O objetivo é que esses diálogos transformem esse conhecimento em ações reais, que vão nortear no futuro os elementos de mitigação para a emergência climática." [caption id="attachment_324493" align="aligncenter"]
A COP30
A COP30 inicia no dia 10 e vai até dia 21 de novembro. Além das atividades da Zona Verde, como as propostas pela Unicentro e pelo GYCP, a conferência reunirá líderes mundiais, governos, cientistas e sociedade civil para discutir e firmar compromissos no enfrentamento à crise climática. Este é o maior evento da ONU já sediado no Brasil desde a Rio-92. Leia outras notícias no Portal RSN.