
Conforme o Ministério Público Eleitoral, o deputado propagou informações falsas contra o sistema de votação nas eleições de 2018. Ele fez uma 'live' em redes sociais, no primeiro turno. De acordo com a afirmação do parlamentar, as urnas eletrônicas foram adulteradas para impedir a eleição do presidente Jair Bolsonaro. No entanto, na ocasião, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná fez auditoria nas urnas. E constatou que elas funcionavam normalmente, sem indícios de fraude no sistema.
Se Horbach seguir os demais ministros, esta será a primeira vez que o TSE cassa um mandato por 'fake news'. Contudo, a atitude está sendo vista como represália aos ataques feitos por Bolsonaro ao TSE.
Todavia, essa será a segunda baixa no PSL, partido que elegeu Jair Bolsonaro. Ainda nesta semana, o deputado estadual Subtenente Everton teve o mandato cassado. Mas caso Francischini seja punido a situação preocupa outros deputados. Isso porque a composição da Alep pode sofrer 10% de mudanças.
MAIS DOIS PODEM PERDER O MANDATO
Dados mostram que o deputado obteve 427 mil votos nas eleições. Esse número 'puxou' outros candidatos e o PSL formou uma bancada com oito parlamentares. Todavia, com a cassação de Francischini, e a já consagrada de Everton, a bancada cai em 50%. Ou seja, com a retotalização dos votos, Do Carmo, Emerson Bacil também podem ficar fora.
Assim, numa das últimas sessões da Alep, o primeiro secretário Luiz Claudio Romanelli (PSB), disse que vê o processo de cassação como uma resposta à campanha do presidente contra o processo eleitoral do país.
"O mandato do parlamentar é inviolável. Entendo a campanha que foi promovida nesse País contra o TSE é profundamente injusta. Não tenho a menor dúvida sobre a segurança jurídica e técnica da urna eletrônica". Já o presidente da Alep, Ademar Traiano criticou o momento da cassação. “Entendo que o julgamento devia acontecer no início do mandato, não no final do mandato".
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