A música foi entrando na minha vida sem aviso. Fui me apaixonando por ela e é uma das coisas que me sustentam. Sem ela, seria um erro. Sem arte, a vida é um erro.
IDENTIDADE E REFERÊNCIAS LOCAIS
Para ele, o samba é mais que um ritmo entre cavaquinhos e pandeiros. É uma expressão de pertencimento da cultura brasileira. É um ambiente que desenvolve a própria identidade, ao mesmo tempo que carrega e prolonga a bagagem de grandes influências locais, como o saudoso Seu Tuto. “Eu me sinto parte de alguma coisa. Me sinto brasileiro, e um certo tipo de orgulho de ser de onde eu sou. São sambas que falam das vivências e das experiências das pessoas da nossa terra, é ali onde eu me encontro. É uma forma de oração muitas vezes, isso é uma coisa que o Tuto falava. Depois que você encontra o samba, nunca mais sai”.PARTICIPAÇÃO NO RAÍZES SONORAS
No terceiro episódio do videocast “Guarapuava em Frequência – Raízes Sonoras da Terra”, Gabriel fala um pouco tanto da própria história quanto do cenário cultural do município, que nem sempre se mostra receptivo ao gênero que faz parte. Mas, apesar disso, a presença do cavaquinista e de tantos outros artistas reforça que não vão deixar o samba morrer. “Foi muito legal, a gente poder falar da nossa trajetória, falar um pouco sobre como é tentar fazer samba aqui em Guarapuava. Às vezes é difícil também ser cavaquinista, porque não tem muitos aqui, tem poucas referências, é um instrumento bem difícil de lidar, bem limitado muitas vezes. Fiquei muito feliz pelo convite de ser lembrado entre tantos”.Gabriel Silva é convidado do terceiro episódio de Guarapuava em Frequência — Raízes Sonoras da Terra. O projeto, financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, tem estreia prevista para julho, com exibição nas redes do Portal RSN e no perfil do projeto no Instagram. Leia outras notícias no Portal RSN.
