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Operação policial (Foto: MPPR)
BUSCA E APREENSÃO

Gaeco cumpre mandado em Guarapuava em nova fase da Operação Via Pix

Ação investiga policiais rodoviários por cobrar vantagem indevida para liberar caminhoneiros e madeireiras da fiscalização

Thiago de Oliveira
Thiago de Oliveira Jornalista
3 min de leitura

Operação policial (Foto: MPPR)

Guarapuava aparece na lista de 11 municípios visitados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta quinta (13). A Justiça Militar Estadual autorizou 24 mandados de busca e apreensão contra policiais rodoviários estaduais, e as equipes miraram agentes suspeitos de receber propina de transportadoras e madeireiras. Em troca, os PMs livrariam os veículos da fiscalização nas estradas. Além de Guarapuava, o Gaeco cumpriu mandados em Ponta Grossa, Castro, Jaguariaíva, Ibaiti, Arapoti, Wenceslau Braz, Joaquim Távora, Curiúva, Sengés e Guapirama. O Núcleo de Ponta Grossa do Ministério Público do Paraná conduz a operação, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Doze policiais rodoviários estaduais perderam as funções operacionais por decisão cautelar. Eles são suspeitos de integrar o esquema. Durante a diligência, a polícia ainda prendeu cinco pessoas em flagrante: quatro por posse irregular de armas e munições, e uma por obstrução da Justiça.

PROPINA MENSAL E BOLETIM ADULTERADOS

O promotor de Justiça Antonio Juliano Souza Albanez explicou que as apurações agora miram também os empresários que bancavam o esquema. "O Ministério Público tem como foco principal a prova do vínculo de outros policiais com organização criminosa e de empresários corruptores." Conforme as investigações, empresários dos setores de transporte de cargas e de madeira pagavam valores fixos aos policiais para escapar de blitzes nas rodovias estaduais. "Fortes indícios de que a organização criminosa mantinha acordo com empresários do ramo de transporte de cargas e de madeiras, que pagavam mensalmente vantagem indevida aos policiais rodoviários para evitar ações de fiscalização". Além disso, o Gaeco suspeita de fraude em registros oficiais. De acordo com o promotor, alguns agentes receberam propina para "adulterar informações que deviam constar em boletins de ocorrência de acidentes de trânsito". Assim, as empresas envolvidas se beneficiariam junto ao Detran e a seguradoras.

SEGUNDA ETAPA DE UM INQUÉRITO ABERTO EM 2025

As investigações começaram em março de 2025. Depois, em outubro do mesmo ano, a primeira fase da Via Pix já havia resultado em 19 mandados de busca e apreensão e no afastamento de sete PMs rodoviários. Na mesma manhã desta quinta, o Gaeco também cumpriu três mandados de busca em Jaguariaíva. Dessa vez, o alvo foi um suposto esquema de tráfico de drogas. Conforme o promotor, o caso veio à tona durante a primeira fase da investigação e teria contado com o acobertamento de um dos policiais já alvo da operação. Leia outras notícias no Portal RSN.