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Greve dos vigilantes trava segurança em bancos e órgãos estaduais
Greve atinge Guarapuava, Ponta Grossa, União da Vitória, Irati, Curitiba e Região Metropolitana e São Mateus do Sul
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Vigilantes em greve (Foto: divulgação)
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A greve dos vigilantes que prestam serviço à empresa Essencial começou às 7h desta quinta (18) e já afeta unidades públicas e bancárias em Guarapuava, Ponta Grossa, União da Vitória, Irati, Curitiba e Região Metropolitana e São Mateus do Sul. A paralisação foi aprovada em assembleia na noite de quarta (17), diante de atrasos salariais e de benefícios apontados pela categoria.
Conforme o diretor do Sindicato dos Vigilantes, sub-sede de Guarapuava, Miguel Katica, a mobilização ocorre em razão do atraso no pagamento de salários, vale-alimentação e do terço constitucional de férias. Em Guarapuava, segundo ele, 44 vigilantes aderiram à paralisação.
Com a greve, a agência do Banco do Brasil e órgãos estaduais como a 5ª Regional de Saúde, o Instituto Médico-Legal (IML), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e o Hemocentro ficaram sem segurança privada nesta quinta e por prazo indeterminado. Na agência bancária, por exemplo, um carro-forte chegou ao local, mas não pôde entrar.
Não vai haver depósito e nem recolhimento porque não tem vigilante.
A paralisação expõe um problema que, conforme os trabalhadores, vem se acumulando há meses. De acordo com Katica, a situação chegou ao limite porque a empresa estaria atrasando pagamentos de forma recorrente.
Estão pagando sempre com atraso há mais de um ano. Tem gente que saiu e já voltou de férias e ainda não recebeu. Não dá mais para suportar essa situação.
SITUAÇÃO É CRÍTICA
O presidente do sindicato sediado em Ponta Grossa, Edson Luiz Ribeiro Ramos, o problema se tornou insustentável já que os atrasos se acumulam e se aproximam do fechamento de mais um mês. "Também não temos nada documentado. Só boca-a-boca. Só aceitamos negociar se tiver representante do Governo, que é o maior cliente da empresa".
De acordo com o sindicalista, "não tem como aceitar porque já vai emendar com outro mês e os vigilantes estão sem receber”. Conforme Edson, há trabalhadores em situação financeira crítica. Alguns estariam com aluguel atrasado e outros enfrentando dificuldades para pagar pensão alimentícia. O sindicato afirma que, em alguns casos, a falta de pagamento pode gerar consequências legais aos vigilantes, mesmo que o atraso tenha origem na ausência de salário.
A greve atinge um setor considerado essencial para a segurança de unidades públicas e instituições financeiras. A ausência dos vigilantes compromete rotinas operacionais, como transporte de valores, abertura segura de espaços e funcionamento de prédios que dependem da presença desses profissionais.
O Portal RSN entrou em contato com supervisores e diretores da empresa Essencial. Um dos contatos informou que o supervisor responsável pela Região estava em Guarapuava. A reportagem tentou contato com ele. De acordo com o supervisor, ele encontra-se em translado entre São Paulo e Guarapuava. E ainda tomará ciência sobre os fatos.
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