Guarapuava terminou as eleições de 2026 sem ampliar a força política nos legislativos estadual e federal. Conforme já era previsto durante a campanha, o município manteve três cadeiras na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), repetindo o nível de representação que já possuía. Na Câmara dos Deputados, o cenário também não mudou: Guarapuava segue sem um deputado federal eleito diretamente pelo município.
Foram eleitos para a Assembleia Legislativa Artagão Júnior (PSD), com 63.923 votos, Cesar Silvestri Filho (PP), com 49.997 votos, e Dr. Antenor (PT), com 30.394 votos.
O resultado garante a permanência de três nomes ligados politicamente a Guarapuava na Ale. Entretanto, frustra a expectativa de que o município pudesse ampliar a bancada estadual.
Cristina Silvestri (PP), que atualmente exerce mandato de deputada estadual, recebeu 40.597 votos, mas a votação não foi suficiente para assegurar uma cadeira dentro da composição partidária. Com isso, ela encerra o mandato em 31 de dezembro.
A mudança dentro do grupo político dos Silvestri também chama atenção. Cesar Silvestri Filho retorna ao Legislativo estadual depois de uma trajetória que inclui passagem pela Câmara Federal e dois mandatos como prefeito de Guarapuava.
SEM REPRESENTANTE ELEITO PARA A CÂMARA FEDERAL
Na disputa pela Câmara dos Deputados, Guarapuava novamente ficou sem uma cadeira conquistada diretamente nas urnas.
Rodrigo Estacho (Podemos) recebeu 38.228 votos e terminou a eleição como primeiro suplente do partido. O Podemos conquistou duas vagas para deputado federal, ocupadas por Felipe Francischini e Da Costa do Perdeu Piá.
A situação, entretanto, pode mudar já no início do próximo governo estadual. Com Sergio Moro eleito governador, o nome de Felipe Francischini passou a ser mencionado entre os possíveis integrantes do futuro secretariado, especialmente para a Secretaria das Cidades.
Caso Francischini deixe a Câmara dos Deputados para assumir uma função no governo estadual, Rodrigo Estacho poderá assumir o mandato federal como primeiro suplente do Podemos.
Nesse cenário, Guarapuava passaria a ter representação na Câmara Federal a partir de 1º de janeiro. Porém, por uma composição política posterior à eleição, e não por uma vaga conquistada diretamente nas urnas.
REPRESENTAÇÃO PERMANECE ESTAGNADA
Apesar do número expressivo de candidaturas e da mobilização eleitoral no município, o resultado mostra que Guarapuava não conseguiu avançar institucionalmente em Brasília nem aumentar A presença na Assembleia Legislativa.
A cidade permanece com três cadeiras na Alep e, oficialmente, sem deputado federal eleito diretamente. Para um município com mais de 130 mil eleitores e influência regional sobre dezenas de cidades do Centro-Sul do Paraná, a dificuldade de ampliar representação continua sendo um dos principais desafios políticos locais.
Mais do que eleger nomes conhecidos, a disputa eleitoral revela um problema recorrente: Guarapuava ainda enfrenta dificuldades para transformar o peso populacional, econômico e regional em maior força política nos espaços onde são definidos recursos, obras e prioridades para o Estado e para a União.