Há cerca de duas semanas, Maria Clara Kuster trocou Guarapuava por Cambridge, nos Estados Unidos. Lá, começou uma nova etapa que diz muito sobre a trajetória dela. E também sobre o alcance que um talento construído no interior pode alcançar. Ela já está no campus do Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde cursa o MBA de dois anos da MIT Sloan School of Management. Trata-se de uma das escolas de negócios mais respeitadas do mundo.
A importância de Maria Clara estar ali vai além da conquista pessoal. e acordo com o histórico da Instituição, o MIT reúne estudantes, pesquisadores, empreendedores, investidores e futuros líderes de dezenas de países.
Estar inserida nesse ambiente significa conviver diariamente com pessoas que estão criando empresas, tecnologias e soluções capazes de influenciar mercados e sociedades inteiras.
De acordo com a guarapuavana, para alguém com experiência em gestão, empreendedorismo e projetos de impacto, esse acesso pode ser tão transformador quanto o conteúdo acadêmico.
A dimensão do feito também está no processo de seleção. O MBA do MIT Sloan recebe candidatos de várias partes do mundo e forma turmas com cerca de 450 alunos de aproximadamente 60 países. O instituto procura perfis que combinem capacidade intelectual, liderança, iniciativa, resultados concretos e potencial de impacto. Maria Clara chega a esse grupo levando uma trajetória que não foi construída em
Wall Street, no Vale do Silício ou em uma grande multinacional, mas principalmente em Guarapuava.
Foi aqui que ela começou a trabalhar ainda jovem, participou da gestão e expansão das empresas da família. Conforme ela diz, acumulou experiências no CCBEU, em projetos ligados à educação e ao acesso ao inglês, no Núcleo da Mulher Empresária e em diferentes iniciativas comunitárias. A aprovação mostra que essas experiências locais, quando acompanhadas de resultado, visão e liderança, podem competir em igualdade num processo seletivo global.
ECOSSISTEMA
Agora, Maria Clara passa a circular por um ecossistema conhecido justamente por transformar conhecimento em ação. O MIT tem forte tradição em empreendedorismo, inovação e criação de empresas. Assim como de uma rede internacional de ex-alunos que conecta negócios, pesquisa, tecnologia e investimento. Nos próximos dois anos, cada sala de aula, projeto ou conversa poderá abrir novas perspectivas profissionais e até futuras parcerias.
Por isso, a presença de Maria Clara no MIT tem um significado especial para Guarapuava. Não se trata apenas de uma guarapuavana estudando em uma das melhores universidades do planeta. Trata-se de alguém levando para esse ambiente experiências, valores e aprendizados construídos aqui. E trazendo de volta, no futuro, uma rede e uma visão de mundo muito maiores.
Maria Clara já está lá. E talvez essa seja a parte mais inspiradora da história. Como disse ao Portal
RSN, Guarapuava não aparece apenas como o lugar de onde ela saiu. Mas como parte fundamental do que ela levou consigo para o MIT. Para muitos jovens da cidade, ver alguém do interior do Paraná ocupando um espaço dessa dimensão ajuda a tornar possível aquilo que antes parecia distante demais.
Leia outras notícias no Portal
RSN.