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IPCA

Inflação de março fecha em 1,62% e já é a maior em 28 anos

Em 12 meses, taxa atingiu 11,30%. A alta foi puxada principalmente pelos preços dos combustíveis. Gasolina subiu 6,95% em março

Gilson Boschiero
Gilson Boschiero Jornalista
2 min de leitura

(Foto: Reprodução/AEN)

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(Foto: Reprodução/Pixabay)(Foto: Reprodução/Pixabay)
Em 12 meses, taxa atingiu 11,30%. A alta foi puxada principalmente pelos preços dos combustíveis. Gasolina subiu 6,95% em março (Foto: Reprodução/AEN)[/caption] Puxada pela disparada dos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, acelerou para 1,62% em março, após alta de 1,01% em fevereiro. A informação divulgada nesta sexta (8) é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior taxa para meses de março desde 1994. Ou seja, em 28 anos, antes da implantação do Plano Real. Conforme o IBGE, é também a maior inflação mensal desde janeiro 2003 (2,25%). "No ano, o indicador acumula alta de 3,20% e, nos últimos 12 meses, de 11,30%, acima dos 10,54% observados nos 12 meses imediatamente anteriores". Trata-se do maior índice para 12 meses desde outubro de 2003 (13,98%). Com o resultado de março, já são sete meses seguidos com a inflação rodando acima dos dois dígitos. Isso reforça a ideia que a taxa básica de juros (Selic) poderá passar de 13% em 2022. O resultado veio bem acima do esperado. O intervalo das projeções para o IPCA de março de 41 instituições financeiras e consultorias, era de avanço de 0,54% a 1,43%, com mediana de 1,32%. Oito dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta em março. Os principais impactos vieram dos transportes (3,02%) e de alimentação e bebidas (2,42%) – grupos de maior peso no IPCA. Juntos, os dois representam quase metade (43%) da inflação do mês.

GASOLINA SUBIU 6,95% EM MARÇO

A alta acabou puxada principalmente pelos preços dos combustíveis. Em especial, o da gasolina (6,95%). Em 12 meses, a gasolina acumula alta de 27,48%. Contudo também houve alta forte no gás de botijão (6,57%), gás veicular (5,29%), etanol (3,02%) e óleo diesel (13,65%), que passou a acumular salto de 46,47% em 12 meses. Além dos combustíveis, também ficaram mais caros serviços como o seguro voluntário de veículo (3,93%) e transporte por aplicativo (7,98%). Em 12 meses, o preço do transporte por aplicativo acumula alta de 42,74%. Por outro lado, houve queda nos preços das passagens aéreas (-7,33%). Porém, a metodologia do IBGE considera uma viagem marcada com dois meses de antecedência. (*Com informações do G1) Leia outras notícias no Portal RSN.
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Sobre o autor

Gilson Boschiero

Gilson Boschiero

Jornalista

Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.