O governador eleito do Paraná anunciou nesta terça (20) a economista Pricilla Maria Santana para comandar a Secretaria de Estado da Fazenda a partir de janeiro de 2027. Atualmente responsável pelas finanças do Rio Grande do Sul, ela é a primeira integrante confirmada do futuro primeiro escalão. De acordo com informações repassadas ao Portal RSN, Moro vai anunciar o nome dos secretários uma vez por semana.
A indicação não parece casual. Antes de montar a equipe política, Moro escolheu apresentar quem terá a responsabilidade de administrar receitas, despesas e os limites financeiros das promessas feitas durante a campanha. É uma sinalização de que o discurso da responsabilidade fiscal deverá ocupar lugar central na próxima gestão. E nesse sentido, o governador eleito escolheu uma técnica para uma missão política.
Pricilla chega com um currículo construído nos bastidores da administração pública. Economista, mestre em Direito e também graduada em Direito e História, comanda a Fazenda gaúcha desde 2023. Antes, passou pelo Tesouro Nacional, onde trabalhou diretamente com a relação financeira entre União, estados e municípios. Também participou de discussões sobre dívida pública, recuperação fiscal, privatizações e reforma tributária.
Desde agosto de 2026, ocupa a segunda vice-presidência do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), uma das estruturas centrais da nova tributação sobre o consumo.
ENXUGAMENTO DA MÁQUINA
Junto com a indicação, Moro voltou a defender uma das principais bandeiras da campanha: reduzir a estrutura administrativa do Paraná. O governador eleito considera a máquina pública excessivamente inchada e afirma que pretende combater a burocracia e aumentar a eficiência.
A promessa tem apelo político. Afinal, poucos discursos encontram tanta receptividade quanto o de gastar menos com a estrutura do governo e entregar mais à população. Mas existe uma diferença importante entre diminuir o número de secretarias e efetivamente reduzir despesas.
A fusão de órgãos pode alterar o organograma sem necessariamente representar economia significativa. Da mesma forma, uma estrutura menor não significa, automaticamente, um serviço público melhor. Por enquanto, Moro não apresentou quantas secretarias pretende eliminar, quais funções serão reorganizadas ou quanto espera economizar.