Uma crítica do senador Sergio Moro (PL) ao bloqueio da BR-277 acabou ganhando contornos de constrangimento nesta quarta (12). Preso no congestionamento em São Luiz do Purunã, Moro questionou a operação na rodovia e sugeriu que o serviço poderia ocorrer em outro horário.
O senador publicou um vídeo enquanto aguardava na fila, próximo à praça de pedágio. Conforme ele, o trânsito estava parado havia pelo menos 30 minutos e faltavam informações aos motoristas. Moro também sugeriu manter uma faixa liberada ou criar uma passagem alternativa durante o procedimento.
O problema é que a definição criticada pelo senador não cabia à Via Araucária, conforme a concessionária. A concessionária esclareceu que o dia e o horário de operações desse tipo são deliberados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável por avaliar as condições de segurança para o bloqueio.
A interdição ocorreu para o destombamento e a remoção de um veículo pesado que permanecia no trecho após uma ocorrência anterior. De acordo com a Via Araucária, qualquer operação que exija o fechamento da pista depende de autorização da PRF.
Após receber a autorização, a concessionária mobilizou equipes e equipamentos para retirar o veículo. Dois caminhões munck particulares também participaram da operação para acelerar os trabalhos.
Por causa do peso do veículo e da complexidade das manobras, a pista precisou ficar totalmente interditada durante uma hora e meia. Depois da retirada, houve a liberação da rodovia, embora o acúmulo de veículos ainda tenha provocado lentidão temporária.
A resposta colocou Moro em uma situação, no mínimo, desconfortável. Ao sugerir que a concessionária escolhesse outro momento para a execução do serviço, o senador direcionou a cobrança justamente a quem, conforme o esclarecimento divulgado depois, não tinha poder para definir o horário da interdição.
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