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Evangélicos (Foto: Pixabay)
IBGE

Número de católicos cai e evangélicos batem recorde no País

Censo 2022 confirma avanço evangélico e perda de espaço do catolicismo; mudanças demográficas indicam nova configuração religiosa no Brasil

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Evangélicos (Foto: Pixabay)

O censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta (6), mostra que o Brasil está passando por uma transformação no perfil religioso. Os dados confirmam uma tendência que já se desenhava nas últimas décadas: o encolhimento da população católica e o crescimento constante dos evangélicos. [caption id="attachment_318253" align="aligncenter"]
Católicos (Foto: Pixabay)Católicos (Foto: Pixabay)
Católicos (Foto: Pixabay)[/caption] De acordo com o IBGE, se em 2010, os católicos representavam 65,1% dos brasileiros, em 2022, esse número caiu para 56,7%. Trata-se, conforme o censo, do menor já registrado desde 1872. Nesse ano houve o primeiro censo nacional com dados religiosos. Já os evangélicos saltaram de 21,6% para 26,9%, alcançando um patamar inédito e consolidando-se como o segundo maior grupo religioso do país à época. A tendência é gradual, mas contínua. Especialistas apontam uma combinação de fatores que explicam essa virada: fragmentação institucional da Igreja Católica, perda de influência entre os jovens, urbanização acelerada, novas formas de religiosidade e o avanço estratégico das igrejas evangélicas, especialmente nas periferias urbanas e comunidades rurais.

JOVENS PUXAM A QUEDA DO CATOLICISMO

O catolicismo, conforme o IBGE, perdeu fôlego principalmente entre os mais jovens. Na faixa etária de 10 a 14 anos, apenas 52% se dizem católicos. Já os evangélicos ganham força nesse grupo, com 31,6% de adesão. A tendência se inverte entre os mais velhos: 72% das pessoas com mais de 80 anos ainda se identificam com a Igreja Católica. Fato esse que revela um enraizamento tradicional que pode não se sustentar nas gerações futuras. Outro dado relevante é o crescimento dos que se declaram “sem religião”. Ou seja: 14,3% entre jovens de 20 a 24 anos. Esse grupo tende a crescer em contextos urbanos, mais escolarizados e conectados à cultura digital.

DIFERENÇAS RACIAIS E GEOGRÁFICAS

O Censo também mostra diferenças raciais e geográficas importantes. Os evangélicos são maioria entre os negros (30%), enquanto os católicos predominam entre brancos (60,2%). Pessoas pardas estão fortemente representadas entre os evangélicos e também entre os sem religião, justamente os grupos que mais crescem. Geograficamente, de acordo com o censo, os católicos ainda têm força no Nordeste (63,9%) e Sul (62,4%). Já os evangélicos lideram no Norte (36,8%) e Centro-Oeste (31,4%). O Piauí é o estado mais católico do Brasil, com 77,4% da população; o Acre, o mais evangélico, com 44,4%. Em municípios com mais de 100 mil habitantes, Crato (CE) lidera em católicos (81,3%) e Manacapuru (AM) em evangélicos (51,8%).

CATÓLICOS PREDOMINAM NO PARANÁ

De acordo com dados do Censo Demográfico de 2022, o catolicismo continua sendo a religião predominante no Paraná, com 62,4% da população se declarando católica. Apesar disso, houve uma redução em relação ao Censo de 2010, quando os católicos representavam 69,6% dos paranaenses. Por outro lado, os evangélicos apresentaram crescimento no estado. Em 2010, eles representavam 22,1% da população, e em 2022, esse número aumentou para 26,9%. Esse crescimento é consistente com a tendência nacional, onde os evangélicos passaram de 21,6% para 26,9% no mesmo período. As pessoas que se declaram sem religião também aumentaram no Paraná, seguindo a tendência nacional de crescimento desse grupo. Em 2010, 4,6% da população paranaense se identificava como sem religião, número que subiu para 9,3% em 2022. Leia outras notícias no Portal RSN.
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