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PF mira banco ligado a Edir Macedo e Justiça bloqueia quase R$ 670 milhões
Operação Miragem apura suposta manipulação de balanços, ocultação de prejuízos e irregularidades financeiras no Banco Digimais
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Edir Macedo (Foto: divulgação/ URD)
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça (23) a Operação Miragem, que investiga suspeitas de irregularidades contábeis e financeiras no Banco Digimais. Trata-se da instituição ligada ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
De acordo com a PF, a ação mobilizou mais de 50 policiais federais para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Além do bloqueio e sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões.
Conforme a PF, a investigação tem como base relatórios técnicos do Banco Central. Esses documentos apontariam indícios de manipulação de balanços, ocultação de prejuízos e possível criação artificial de receitas. A suspeita é de que demonstrativos contábeis e registros regulatórios tenham sido usados para apresentar uma situação financeira diferente da real.
As apurações envolvem possíveis crimes previstos na Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre estes, gestão fraudulenta, inserção de informações falsas em documentos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.
Edir Macedo aparece entre os investigados na condição de controlador da instituição, conforme a PF. A PF também apura a atuação de executivos, administradores e pessoas ligadas a fundos de investimento relacionados ao banco.
A operação segue em andamento e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias. O Digimais ainda não se manifestou.
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