FIM DO MODELO CÍVICO-MILITAR
Na educação, um dos pontos mais marcantes da plataforma é a oposição ao atual modelo das escolas cívico-militares. Requião afirma que o formato não constitui um projeto pedagógico e defende retirar policiais de funções ligadas à rotina educacional, mantendo os agentes voltados à segurança no entorno das escolas.
A posição estabelece uma diferença clara em relação ao grupo governista. Enquanto Sandro Alex defendeu na RPC a ampliação dos colégios cívico-militares, Requião propõe encerrar ou reformular profundamente o modelo. O candidato também critica o programa Parceiro da Escola e já declarou que pretende acabar com os contratos de terceirização adotados na rede estadual.
DIÁLOGO COM O SETOR PRODUTIVO
O candidato falou que a plataforma econômica não se resume ao fortalecimento do Estado. Em agendas anteriores, defendeu zerar o ICMS para micro e pequenas empresas, com o argumento de estimular quem mais gera empregos. A proposta amplia o diálogo com o setor produtivo, mas também abre outra questão necessária ao debate: como compensar a eventual perda de arrecadação estadual. Na comunicação, Requião Filho permanece especialmente associado a temas como Copel, Sanepar, pedágios e serviços públicos. São bandeiras presentes na atuação política anterior e que agora ocupam espaço central na campanha. A entrevista da RPC serviu para reforçar essa identidade, ao mesmo tempo em que exigiu do candidato respostas que ultrapassassem a crítica ao governo atual. A questão que a sabatina deixou para a sequência da campanha é essencialmente administrativa. Como transformar a promessa de mudar o modelo em um programa executável? Requião já deixa relativamente claro aquilo que pretende revisar. A etapa seguinte é detalhar custos, limites legais, prazos e alternativas. Elementos que permitirão ao eleitor avaliar não apenas o diagnóstico apresentado pelo candidato, mas a forma como ele pretende governar. Leia outras notícias no Portal RSN.