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Sandro Alex ganha protagonismo e mostra força na reta final da campanha
Entrevista mostrou um candidato mais pronto para a disputa, mas também revelou o ponto mais delicado da campanha: defender a continuidade sem parecer prisioneiro dela
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Sandro Alex, candidato ao Governo do Paraná (Foto: reprodução/ Youtube)
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Sandro Alex saiu da entrevista da RPC nesta terça (15) maior do que entrou. Não porque tenha resolvido todas as fragilidades da candidatura, mas porque mostrou algo que até agora nem sempre aparecia com clareza. Ou seja: a capacidade de protagonismo. Falou com segurança, enfrentou perguntas difíceis e, em vários momentos, conseguiu tirar a entrevista do terreno defensivo para colocá-la no campo político.
O melhor momento dele veio quando decidiu atacar Sergio Moro. Ao cobrar que o senador cumpra o mandato até 2031, Sandro encontrou uma crítica simples, direta e de fácil compreensão. Foi ali que apareceu um candidato mais solto, menos dependente do discurso da continuidade e mais disposto a construir a própria narrativa eleitoral.
Também ficou evidente que Sandro conhece a máquina pública. Nos temas de infraestrutura, pedágios, saneamento e segurança, demonstrou domínio técnico e familiaridade com a administração estadual. Isso pesa a favor dele. Em uma eleição em que experiência de gestão será usada como argumento central, Sandro conseguiu mostrar que não fala apenas como candidato. Mas fala como alguém que participou efetivamente do governo.
As dificuldades surgiram quando precisou responder por problemas ainda não resolvidos. Copel, Sanepar e pedágios expuseram o limite natural de uma candidatura governista: Sandro pode apresentar soluções para o futuro, mas será cobrado também pelo presente. Nesse ponto, algumas respostas foram mais promessas do que explicações. E esse é um risco que precisará administrar melhor daqui para frente.
UMA BOA ENTREVISTA
Ainda assim, a entrevista mostrou evolução. Sandro parece compreender que não pode entrar na reta final apenas como “o candidato de Ratinho”. Precisa ser Sandro. Precisa falar com voz própria, assumir posições e demonstrar capacidade de decisão. Na RPC, começou a fazer isso com mais clareza.
Outro ponto que somou favorável se volta à postura do candidato. Sandro não pareceu intimidado, não perdeu o controle e conseguiu sustentar o discurso mesmo quando pressionado. Em campanhas eleitorais, esse tipo de desempenho importa. Entrevistas ao vivo não elegem ninguém sozinhas, mas ajudam o eleitor a perceber quem está preparado para ocupar espaços de maior responsabilidade.
No saldo final, Sandro Alex fez uma boa entrevista. Ainda carrega o peso e os benefícios da continuidade, mas mostrou que a candidatura pode ir além disso. Se conseguir manter esse nível de segurança, ampliar a capacidade de confronto e responder com mais precisão aos problemas herdados do governo, poderá chegar à reta final não apenas como o nome apoiado por Ratinho Junior, mas como um candidato com identidade própria e condições reais de disputar o comando do Paraná.
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