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“Taxa das blusinhas” é zerada a partir de hoje (13)
Com Medida Provisória assinada ontem (12), o imposto de 20% não será mais cobrado em compras internacionais de até 50 dólares
Ana Clara de Sá GasparJornalista
2 min de leitura
A revogação beneficia a população de baixa renda, que frequentemente procura pelos preços mais baixos em varejos online internacionais (Foto: Freepik)
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A partir de hoje (13), a chamada “taxa das blusinhas” é isenta. Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar Medida Provisória (MP) na última terça (12), o imposto federal de 20% deixa de ser cobrado em compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 246 hoje).
De acordo com o Governo Federal, a revogação da taxa beneficia a população de baixa renda, que frequentemente procura pelos preços mais baixos em varejos online internacionais. Entretanto, para compras importadas acima de 50 dólares, o imposto federal de até 60% continua sendo aplicado.
Além disso, deve-se salientar que o imposto está zerado em empresas certificadas pela Receita Federal. Para sites sem certificação, as compras internacionais de qualquer valor por pessoas físicas estão sujeitas a taxa de 60% mais ICMS.
[caption id="attachment_331726" align="aligncenter"]A Medida Provisória foi assinada ontem (12) (Foto: Wallison Breno/PR)A Medida Provisória foi assinada ontem (12) (Foto: Wallison Breno/PR) O presidente assinou a Medida Provisória ontem (12) (Foto: Wallison Breno/PR)[/caption]
O QUE É A “TAXA DAS BLUSINHAS”?
Apesar do apelido, a taxa não valia somente para roupas, mas sim para qualquer produto importado de até US$ 50 comprado por uma pessoa física no Brasil. A medida estava em vigor desde agosto de 2024, após a popularização dos comércios online, principalmente depois da pandemia.
O intuito da iniciativa era impedir o contrabando e regularizar as plataformas de varejo online. Isso porque, de acordo com a Receita Federal, as compras internacionais no país eram de 500 mil a 800 mil por dia. Com isso, a competição contra as plataformas internacionais online era considerada injusta para o comércio nacional.
Conforme a Receita Federal, a arrecadação pública do imposto gerou cerca de R$ 10 bilhões, sendo R$ 7,8 bilhões só entre 2024 e 2025. Nos primeiros meses deste ano, foi R$ 1,78 bilhão arrecadado com a taxa.
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