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"Teremos que fazer um protocolo de quem terá mais chance de viver"
Provedor da Santa Casa de Irati explica que a unidade hospitalar só tem medicamentos de sedação para pouco mais de três dias
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
A Santa Casa remanejou leitos para atender a demanda (Foto: Portal Clique)
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[caption id="attachment_213210" align="aligncenter"]Os leitos de UTI chegam a 50% de ocupação (Foto: Arquivo/RSN)Os leitos de UTI chegam a 50% de ocupação (Foto: Arquivo/RSN) A Santa Casa remanejou leitos para atender a demanda (Foto: Portal Clique)[/caption]
O colapso causado pelo coronavírus tem trazido dias duros para quem atua na área da saúde. Há um ano os profissionais se dedicam a enfrentar a doença. Nessa terça (16), a Secretária de Saúde de Irati, Jussara Kublinski anunciou que a Santa Casa de Irati possui medicamentos sedativos para apenas três dias e meio.
De acordo com as informações, são 24 cidadãos iratienses internados. Sendo que 14 estão na enfermaria e 10 ocupando a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em estado grave, intubados. Além disso, a Santa Casa de Irati está com ocupação de 100% dos leitos de UTI e de enfermaria da covid-19 e chegou a remanejar leitos de Pronto Socorro para atender a demanda.
Dessa forma, o reflexo da situação, é relatado de forma dramática pelo provedor da unidade hospitalar, Ladilao Obrzut Neto.
Estamos, praticamente, em colapso. Tenho medicação para manter os pacientes entubados por 3,5 dias e não existe um plano B. Tivemos uma conversa com o Hospital Universitário de Ponta Grossa, e teremos que fazer um protocolo de quem terá mais chance de viver, quem tem condição de ter mais anos de vida. Infelizmente, nós passamos o ano todo falando das medidas e parece que as coisas não andaram desta forma. Vamos ter que pensar quem terá condições de vida. É duro.
Além disso, o médico afirma que 40 anos de profissão este momento é muito triste. O médico afirma sentir uma grande dor em saber que terá que optar por vidas e pede para que a população faça o possível para que esse agravamento diminua. "Por fim, com esta nova variante do vírus, os casos estão, cada vez, mais complicados".
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