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TSE adia julgamento sobre candidatura de Deltan ao Senado

Apesar do resultado nas urnas, a candidatura dele permanece sob questionamento judicial e não há nova data para o julgamento

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura
(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou, nesta quinta (8), o julgamento que decidirá sobre a validade do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão atende a um pedido da defesa do ex-procurador da República. Ainda não há nova data definida para a análise do processo, conforme informações da Agência Brasil.

Deltan recebeu 2.904.594 votos, equivalentes a 25,14%, no primeiro turno das eleições, no domingo (4), conquistando a segunda vaga do Paraná no Senado. Apesar do resultado nas urnas, a candidatura dele permanece sob questionamento judicial.

O processo teve origem em uma ação apresentada pelo PT no Paraná, que contesta a elegibilidade do ex-integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato. A discussão envolve a aplicação da Lei da Ficha Limpa e as circunstâncias de sua saída do Ministério Público Federal (MPF).

Em 2023, Deltan teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE. Na ocasião, a Corte entendeu que ele havia solicitado exoneração do cargo de procurador durante a tramitação de procedimentos disciplinares, situação enquadrada nas restrições previstas pela legislação eleitoral.

Segundo a Agência Brasil, quando deixou o Ministério Público Federal, Deltan já havia recebido penalidades de censura e advertência do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e respondia a outros 15 procedimentos em tramitação no órgão.

Em setembro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro da candidatura. A decisão, entretanto, foi contestada judicialmente. No sábado (3), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinou o indeferimento do registro.

No domingo (4), o presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão, permitindo que Deltan permanecesse na disputa eleitoral. Com isso, os votos recebidos pelo candidato passaram a integrar o resultado da eleição enquanto a controvérsia aguarda julgamento definitivo.

Com o adiamento desta quinta, a situação jurídica da candidatura permanece indefinida. Caberá ao plenário do TSE decidir sobre a validade do registro e os possíveis efeitos da decisão sobre a vaga conquistada por Deltan no Senado.

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