
(Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)[/caption]
GUARAPUAVA
Em Guarapuava, os produtos frescos e de qualidade das tradicionais Feiras do Produtor poderão ser adquiridos, em breve, com apenas um clique. Isso porque, a prefeitura, lançará um site de vendas para os produtores rurais.
A plataforma de venda on-line será uma alternativa de renda durante o cumprimento das medidas de enfrentamento ao Covid-19, que inviabilizam a abertura das feiras. Conforme o coordenador e idealizador do site, Carlos Eduardo Bortolin, neste momento, o site está em processo de implementação.
Porém, a parte operacional de vendas e entregas já está definida. “Todos os agricultores que fazem parte de algum programa institucional estão convidados para vender no site. Para aqueles feirantes que não participam de nenhum programa como a merenda ou feira solidária, a orientação é que procurem o coordenador de sua feira e demonstrem interesse em aderir a venda online”.


STARTUP
Assim, conforme o coordenador do setor de agronegócio do sistema Jonas Gonçalves Franco, o site era uma vontade antiga dos próprios feirantes e da gestão municipal. E a pandemia acelerou o processo e uma startup ajudou a desenvolver a ideia. “Eu sempre quis digitalizar a feira e criar um novo conceito de negócio, colocar a tecnologia no nosso trabalho. Vimos que a demanda era grande e agregamos outros agricultores familiares. A cidade não pode ficar sem alimento”. Até agora, 31 agricultores estão cadastrados no sistema, de acordo com a prefeitura. Outras 14 pessoas estão trabalhando na logística, entre administrativo, TI, marketing, comercial e montagem de cestas. Nas entregas, todos os cuidados de higienização e distanciamento físico são tomados. [caption id="attachment_202482" align="aligncenter"]
MUITA DEMANDA
Em Londrina, o site Compre do Pequeno está ativo há uma semana. Oriundos de produtores da Região, itens como pão caseiro, mel, conservas, frutas, verduras e laticínios podem ser solicitados on-line e entregues na casa do consumidor. Conforme o criador, Leonardo Nogueira Pianchi, no primeiro dia, foram cinco entregas. No terceiro dia de atividade, o site recebeu 150 pedidos. “Nesse dia, tivemos que pausar o sistema, porque não estávamos conseguindo atender a todos”. Ele e o pai são de Jataizinho, na Região Metropolitana de Londrina, trabalham com laticínios e estão ampliando a produção para atender a demanda. Hoje, 12 produtores estão cadastrados, e o número tem crescido diariamente. Assim, a casa de Leonardo funciona como central para organizar as entregas, sempre com o uso de máscaras e álcool gel. “Há clientes que preferem os nossos produtos, pelo preço e pela qualidade, aos produtos do supermercado ”. [caption id="attachment_202483" align="aligncenter"]
TELEFONE
O uso de aplicativos já fazia parte da rotina dos produtores Rosângela e Reinaldo Gerstenderger, de Paranaguá, para fazer entregas diárias de alimentos orgânicos. Agora, a lista de clientes no grupo do WhatsApp até aumentou. “Nessa época de crise, muita gente que só estava no grupo para acompanhar, agora está comprando. A procura dobrou”. Uma vez por semana, ela monta os pedidos em caixas e entrega em diferentes bairros da cidade. Os cuidados redobraram: as sacolas são descartáveis, o uso do álcool gel e a distância dos clientes são algumas estratégias para garantir um alimento seguro.NOVOS CLIENTES
O produtor Cléber Soares de Oliveira, de São José dos Pinhais, já trabalhava com pedidos pela internet antes da situação de pandemia. Mas com fechamento de alguns órgãos públicos atendidos, surgiu a necessidade de buscar novos clientes. “Precisei reinventar meu trabalho, e os próprios clientes estão ajudando a divulgar”. As sacolas retornáveis utilizadas nas entregas foram recolhidas, higienizadas e substituídas pelas sacolas descartáveis. Além disso, luvas, máscaras e álcool gel viraram instrumentos de trabalho. Oliveira também dispensou a ajuda da esposa e dos filhos, para reduzir o número de pessoas fora de casa. “Precisamos pensar na nossa segurança e na dos clientes. Eles não podem ficar em casa sem alimento, e nós não podemos correr risco. Minha família depende de mim”. [caption id="attachment_202481" align="aligncenter"]
CUIDADO
A família da produtora Norma Watanabe Sasaki, de Maringá, trabalha no campo há mais de 50 anos, principalmente em feiras. Antes da pandemia, as entregas correspondiam a menos de 5% das vendas. Mas desde o dia 20 de março, quando as feiras da cidade foram suspensas, a renda vem exclusivamente desse serviço. Assim, ferramentas como Instagram e Facebook têm colaborado para manter o público. “O cliente entra em contato conosco e recebe a lista de produtos disponíveis naquele dia. Depois que ele escolhe, nós embalamos e enviamos pelo motoboy”. Norma faz questão de dar prioridade no atendimento para idosos e famílias com crianças. “Esse é um critério que reforçamos por causa da pandemia”.ACIMA DA EXPECTATIVA
O casal Fabrício Busto Alves Miguel e Adrieli Chuffi, de Faxinal, que trabalha em uma feira de orgânicos em Londrina há mais de dois anos, viu a demanda aumentar com o serviço delivery. Eles comercializam produtos como alface, almeirão, couve, tomate, cabotiá, mandioca, pepino, cenoura, beterraba. Além disso, frutas, temperos, ervas e processados, como molho de tomate orgânico e geleia orgânica.Leia outras notícias no Portal RSN.Quando tivemos a notícia de que a feira ia ser suspensa, logo pensamos em fazer entregas, e a ideia também partiu dos próprios clientes. Conseguimos manter o preço da feira e fechamos parceria com uma empresa de entrega com bicicletas, para fazer um delivery sustentável. O resultado está acima das expectativas. Temos uma lista de transmissão de quase 200 clientes, e não conseguimos atender nem metade.
