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Audiência na Alep discute alta taxa de prematuridade no Paraná
Debate proposto pelo deputado Dr. Antenor reuniu especialistas e ONGs. Dados apontam que Brasil está entre os 10 países com mais nascimentos prematuros
RedaçãoJornalista
2 min de leitura
Antenor discursando na Alep (Foto: Valdir Amaral/Alep)
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A prematuridade foi tratada como uma questão urgente de saúde pública durante uma audiência na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na terça (4). O encontro, proposto pelo deputado Dr. Antenor (PT), reuniu profissionais da saúde, representantes da ONG prematuridade.com e familiares para discutir os desafios do tema no estado.
Durante a abertura, Dr. Antenor destacou a discrepância nos partos no Paraná. “A nossa taxa de prematuridade é alta e as cesarianas chegam a 88% na rede privada e 40% no SUS. O indicativo da OMS é de 15%”, afirmou.
PANORAMA NACIONAL E ESTADUAL
A diretora-executiva da ONG prematuridade.com, Denise Sugitani, apresentou um panorama preocupante. “O Brasil está entre os dez países com maior número de nascimentos prematuros do mundo. A prematuridade afeta todos os setores da administração pública, não apenas a saúde”, alertou.
A médica Gisella Sanches Piasseta, representando a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), apresentou dados sobre a situação no Paraná e destacou a importância de direcionar recursos para garantir um atendimento humanizado, mesmo nos casos que não podem ser prevenidos.
RELATOS E A FORÇA DA LEI
Patrícia Batista, mãe de uma bebê prematura, compartilhou a história da filha Camila. Ela nasceu com 28 semanas e apenas 540 gramas, sobreviveu a quatro paradas cardíacas e seis meses de internação. “Hoje, ela tem oito anos. Tem sequelas, mas é feliz. É o meu milagre”, disse. Patrícia, que hoje é voluntária da ONG, destacou que o método Canguru (contato pele a pele) foi fundamental para a recuperação da filha.
Interessados podem ajudar a ONG. Mais informações no site prematuridade.com/como-ajudar.
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