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Batel é rebaixado para a terceira divisão do Paranaense
Time guarapuavano cedeu gol para o Araucária e viu Toledo e Nacional definirem o destino fora de casa neste sábado
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Batel (Foto: Scotini Jr/ RSN)
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O Batel entrou em campo neste sábado carregando a própria sobrevivência nas mãos. Saiu dele carregando um peso maior: o de um rebaixamento que não nasceu em noventa minutos, mas foi amadurecido ao longo de uma campanha errática, de poucas certezas e quase nenhuma margem para erro.
A derrota por 1 a 0 para o Araucária, na última rodada da primeira fase da Segundona Paranaense, confirmou a queda da equipe guarapuavana para a terceira divisão estadual. O roteiro da rodada tinha contornos cruéis. Para seguir vivo, o Batel precisava fazer a própria parte e ainda torcer contra concorrentes diretos. Não conseguiu nenhuma das duas coisas.
UMA RODADA, TRÊS RESULTADOS, UM DESTINO
Antes mesmo de o apito final soar, a partida já havia se transformado em algo maior do que os noventa minutos em campo. A equipe do Batel entrou sabendo que o rebaixamento dependia de uma série de resultados combinados: Toledo precisava vencer fora, e o Nacional também. Eram muitas variáveis, mas todas se cumpriram.
Ainda no primeiro tempo, aos 10 minutos, chegou a primeira notícia ruim: o Nacional havia aberto o placar contra o Laranja Mecânica. O Batel caiu para a oitava colocação enquanto ainda tentava resolver o próprio jogo.
O primeiro tempo foi equilibrado e truncado. As duas equipes se estudaram bastante, criaram pouco e o jogo seguiu morno até Albanez converter para o Araucária aos 37 minutos. A equipe guarapuavana ainda teve um gol anulado por impedimento, e o placar chegou ao intervalo em 1 a 0.
UM SEGUNDO TEMPO PARA ESQUECER
O Batel voltou para a segunda etapa sem conseguir impor pressão. O time apresentou dificuldade para criar jogadas e a torcida não escondeu a insatisfação, os gritos de "olé" foram o termômetro de uma atuação abaixo do esperado. A equipe seguiu assustada com os resultados de fora, sem objetividade e sem conseguir reverter o placar.
A equipe demonstrou dificuldade para reagir. Faltou criatividade no setor ofensivo, leitura de jogo nos momentos de pressão e, principalmente, a consistência que um jogo decisivo exige. A equipe seguiu os minutos finais de olho nos outros resultados, sem conseguir reverter o placar em campo. Quando o Toledo marcou contra o Paranavaí já nos acréscimos, aos 46 minutos do segundo tempo, o gol que saiu a centenas de quilômetros de Guarapuava foi o que selou o destino do Batel
UMA TEMPORADA DE INSTABILIDADES
O resultado não surgiu do nada. Ao longo de toda a temporada, o Batel apresentou um futebol irregular, chegou a encadear quatro jogos sem derrota em determinado momento, o que alimentou alguma esperança, mas nunca conseguiu sustentar um nível de desempenho que transmitisse segurança.
O setor ofensivo seguiu apresentando pouca produção, e a equipe nunca resolveu os problemas estruturais que carregou do início ao fim da competição.
Agora, o Batel terá de se reorganizar para disputar a terceira divisão do Campeonato Paranaense. A tarefa imediata é entender o que deu errado, e há respostas em abundância a serem encontradas.
*(Com Scontini Jr)
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