Em breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portalEm breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Cesta Básica de Guarapuava fecha 2025 com alta de 7,42%
Enquanto tomate (+64%) e banana (+54%) dispararam em 2025, itens essenciais como arroz (-40%) e feijão (-34%) ficaram bem mais baratos
Thiago de OliveiraJornalista
3 min de leitura
Em relação a novembro, custo médio da cesta aumentou 4,29% (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)
Compartilhar
A alimentação pesou mais no bolso do guarapuavano em 2025. Dados divulgados pelo Núcleo de Estudos e Práticas Econômicas (Nepe) da Unicentro mostram que a Cesta Básica de Alimentos de Guarapuava (CBAG) encerrou o ano com uma inflação acumulada de 7,42%. O índice ficou bem acima do IPCA de alimentos medido pelo IBGE para o mesmo período, que foi de 2,95%.
O ano terminou com o custo da cesta fixado em R$ 778,01 em dezembro. Esse preço representa um aumento de 4,29% em relação a novembro, interrompendo uma sequência de dois meses de quedas. No acumulado dos 12 meses de 2025, o grande responsável pelo encarecimento da mesa do consumidor foi o tomate, que acumulou uma alta de 64,21%. Outros itens que pesaram no orçamento anual foram a banana (+54,05%), o café (+45,79%) e a batata (+38,76%).
Por outro lado, itens fundamentais na dieta brasileira deram um alívio em comparação ao ano anterior (2024). O arroz teve queda acumulada de 40,20% e o feijão recuou 34,34% ao longo do ano. O açúcar (-25,77%) e o leite (-7,20%) também fecharam 2025 mais baratos do que iniciaram.
Apenas no mês de dezembro, o tomate subiu 59,89% em Guarapuava. Conforme os economistas da Unicentro, o fim da safra de inverno e a menor oferta do produto disponível nos mercados explicam essa pressão nos preços. A batata (+17,29%) e a banana (+16,52%) também puxaram a alta no último mês do ano.
Em contrapartida, dezembro registrou quedas pontuais no feijão-preto (-5,74%), arroz (-4,60%) e manteiga (-4,17%).
[caption id="attachment_327190" align="aligncenter"]Captura de tela 2026-01-16 144323 Variação mensal de preços médios por alimento referente à CBAG de dezembro de 2025 (Fonte: Nepe/Decon/Unicentro)[/caption]
IMPACTO NO SALÁRIO
Para adquirir os 13 itens da cesta básica em dezembro, um trabalhador que ganha salário mínimo precisou desembolsar 51,22% da renda líquida, o equivalente a trabalhar 112 horas e 40 minutos apenas para comer.
O levantamento coloca Guarapuava entre as cidades mais caras do país para se alimentar. Se inserida no comparativo com as capitais, a cesta básica do município ocuparia a 6ª posição no ranking nacional de custos, ficando atrás apenas de São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro, Cuiabá e Porto Alegre.
Para suprir as necessidades básicas de uma família (alimentação, moradia, saúde, educação, etc.) em Guarapuava, o estudo indica que o Salário Mínimo Necessário deveria ser de R$ 5.523,66.
[caption id="attachment_327191" align="aligncenter"]Captura de tela 2026-01-16 144602 Comprometimento relativo da CBAG em relação ao salário mínimo desde 2017 (Fonte: Nepe/Decon/Unicentro)[/caption]
PESQUISA DE PREÇOS
Mais uma vez, o estudo da Unicentro alerta para a enorme variação de preços entre os supermercados da cidade. Em dezembro, a cesta básica pôde ser encontrada por R$ 439,02 (preço mínimo) até R$ 1.131,02 (preço máximo). Isso significa que o consumidor que pesquisa pode economizar mais da metade do valor na compra dos mesmos itens.
Leia outras notícias no Portal RSN.
Rodapé VendaRodapé Venda