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70% das plantas da Cidade dos Lagos têm cultivo no próprio local (Foto: Reprodução/Redes Sociais Cidade dos Lagos)
MEIO AMBIENTE

Cidade dos Lagos promove paisagismo sustentável com viveiro próprio

Com plantas que embelezam os parques, praças e trilhas, o viveiro da Cidade dos Lagos contribui para a preservação ambiental

Ana Clara de Sá Gaspar
Ana Clara de Sá Gaspar Jornalista
3 min de leitura

70% das plantas da Cidade dos Lagos têm cultivo no próprio local (Foto: Reprodução/Redes Sociais Cidade dos Lagos)

Quem conhece as praças, os parques e as trilhas da Cidade dos Lagos, sabe que encontrar espaços limpos, arborizados e preservados faz parte da experiência de lazer. Isso porque existe um trabalho diário de manutenção e cuidado ambiental. E um dos grandes destaques desse cenário é a existência de um viveiro próprio. A rotina envolve a limpeza das vias, calçadas e áreas de convivência, além do cuidado com os jardins, lagos, trilhas e praças. Mas, além disso, o viveiro próprio da Cidade dos Lagos é parte excepcional do cuidado e beleza do espaço. Uma média de 70% das plantas destinadas ao bairro são produzidas pelas equipes que trabalham no local. [caption id="attachment_334283" align="aligncenter"]
O viveiro surgiu para recuperar plantas (Foto: Reprodução/Redes Sociais Cidade dos Lagos)O viveiro surgiu para recuperar plantas (Foto: Reprodução/Redes Sociais Cidade dos Lagos)
O viveiro surgiu para recuperar plantas (Foto: Reprodução/Redes Sociais Cidade dos Lagos)[/caption]

ORIGEM DO VIVEIRO

O viveiro surgiu inicialmente como um espaço para recuperar plantas. Com o crescimento da Cidade dos Lagos e a necessidade de atender os projetos de paisagismo rapidamente, a estrutura recebeu ampliação, bem como passou a produzir diferentes espécies adaptadas ao clima de Guarapuava. As plantas usadas respeitam as características de cada local. Nos parques e áreas de convivência, existem plantas que resistem às variações de temperatura e criam diferentes composições na paisagem ao longo do ano. Já nas trilhas e áreas de preservação, as espécies nativas e frutíferas têm prioridade. Elas também contribuem para a alimentação e a proteção da fauna. Além disso, o entorno das trilhas já recebeu incorporação de cerca de 3,5 mil plantas. [caption id="attachment_334284" align="aligncenter"]
Quando formadas e preparadas para o plantio, as mudas retornam às reservas (Foto: Reprodução/Redes Sociais Cidade dos Lagos)Quando formadas e preparadas para o plantio, as mudas retornam às reservas (Foto: Reprodução/Redes Sociais Cidade dos Lagos)
Quando formadas e preparadas para o plantio, as mudas retornam às reservas (Foto: Reprodução/Redes Sociais Cidade dos Lagos)[/caption]

SUSTENTABILIDADE

O trabalho do viveiro também contribui para a preservação de espécies ameaçadas ou características da vegetação regional. Entre os exemplos, estão a araucária, a imbuia e o xaxim. A coleta das sementes ocorre nas áreas de reserva da própria Cidade dos Lagos. Quando as mudas estão formadas e preparadas para o plantio, retornam aos parques, trilhas e reservas. Em 2026, mais de 300 araucárias produzidas no viveiro foram plantadas nas reservas e no Parque da Cidade dos Lagos. Parte das plantas é disponibilizada gratuitamente para escolas, entidades, produtores e outros grupos interessados. Dessa forma, amplia-se alcance das ações de preservação junto do incentivo do cuidado com o meio ambiente. Além disso, há o reaproveitamento dos resíduos produzidos durante a manutenção das áreas verdes. Materiais anteriormente descartáveis, como serragem e casca de pinus, transformam-se em matéria orgânica, como adubo. As equipes de trabalho usam essa matéria no plantio e na manutenção dos jardins, reduzindo desperdícios e a aquisição de insumos externos. Leia outras notícias no portal RSN.