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Médico David Lavinsgtone, coordenador do Centro Âncora (Foto: Arquivo/RSN)

Guarapuava é sede da primeira rede de pesquisa genômica do País

Rede quer avançar no desenvolvimento de metodologias aplicadas ao diagnóstico e prevenção de doenças de base genética, como a covid-19 e câncer

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
7 min de leitura

Médico David Lavinsgtone, coordenador do Centro Âncora (Foto: Arquivo/RSN)

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Guarapuava é sede da primeira rede de pesquisa genômica do País (Imagem: AEN)[/caption]
Guarapuava é o berço da Rede Paranaense de Pesquisa Genômica, um programa inédito no Brasil por englobar várias instituições estaduais. A cadeia de pesquisadores foi lançada na sexta (31) pela Fundação Araucária e Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
De acordo com o coordenador do curso de Medicina Unicentro, David Livingstone Figueiredo, o objetivo é avançar no desenvolvimento de metodologias aplicadas ao diagnóstico e prevenção de doenças de base genética. Em especial a covid-19 e doenças oncológicas. Conforme David, que também é presidente do Instituto para Pesquisa do Câncer (IPEC), as ações da Rede incluirá a pesquisa básica e aplicada voltada à agricultura e pecuária.
[caption id="attachment_211236" align="aligncenter"] Coordenador da Rede, David L. Figueiredo (Foto: Reprodução/Youtube)[/caption]

AVANÇO CIENTÍFICO

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(Imagem: Reprodução/Youtube)[/caption] O expressivo desenvolvimento da genômica após 20 anos da publicação do primeiro sequenciamento do genoma humano possibilitou à comunidade científica acesso a um vasto conhecimento acerca da estrutura e função dos gene. Bem como, a melhor compreensão da base molecular de numerosas doenças genéticas. Recentemente a Unicentro participou como sócia fundadora do Instituto para Pesquisa do Câncer (Ipec-Guarapuava), que integrará o Napi Genômica. De acordo com David Livingstone Figueiredo, o Instituto é uma entidade filantrópica. Portanto, sem fins lucrativos, que desenvolve pesquisa básica e translacional voltada para a prevenção e tratamento do câncer. Além de promover a formação de recursos humanos especializados em análise genômica e medicina de precisão. Conforme David, há alguns meses, a equipe já vem trabalhando em rede com mais de 100 pesquisadores em parcerias com universidades de outras Regiões do País e de fora do Brasil.

Não há como pensar em medicina ou agricultura e pecuária, personalizada e individualizada, sem que se faça a genômica.

Segundo ele, nas últimas décadas, a partir do Projeto Genoma Humano, o impacto na ciência e na agricultura e pecuária foi enorme. "Permitindo a abordagem molecular das diferentes doenças e a medicina preventiva. As descobertas e sequenciamento genético das diferentes espécies também impactam na economia”.

OS PESQUISADORES

Entre os pesquisadores que irão colaborar no desenvolvimento de projetos do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação estão os vinculados às universidades estaduais, federais e privadas. Como a PUC-PR, além dos que já são parceiros do Ipec como pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo (FMRP/USP). Assim como da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), da Universidade de Illinois (UIC – USA) e da Universidade de Calgary (Canadá). De acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, outro importante objetivo do Napi e da Rede Genômica é promover a formação de recursos humanos especializados em análise genômica e medicina de precisão. Assim, contribuindo para tornar o Paraná um centro de inovação e de excelência em pesquisa.

A criação do Napi Genômica é um reconhecimento da competência instalada em torno da Unicentro, em Guarapuava, reconhecida nacionalmente como um importante centro de pesquisa.

Entendemos que a Fundação Araucária deve se unir a este esforço já iniciado para alavancar, ainda mais, as pesquisas e a formação de recursos humanos especializados. [caption id="attachment_211240" align="aligncenter"]
redezago
Professor Marco Antônio Zago (Foto: Reprodução/Youtube)[/caption] Já o reitor da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), Marco Antonio Zago, parabenizou o Estado pela iniciativa.

Eu admiro como o Governo do Estado do Paraná a prefeitura de Guarapuava entenderam a importância do apoio à pesquisa e como estão empenhados em fomentar esta Rede. Além da participação da iniciativa privada, resultando em uma mistura que dá certo.

Destacou, ainda, o interesse em uma parceria em pesquisa genômica com a Fundação Araucária. “Quero convidar o presidente Ramiro para fazermos uma cooperação entre a Fapesp e a Araucária na área de pesquisa genômica”. [caption id="attachment_211241" align="aligncenter"]
Zago - Fundação Araucária
Professor Luis Marcio Spinoza (Foto: Reprodução/Youtube)[/caption]

PRIMEIROS PROJETOS

Inicialmente serão desenvolvidos três projetos no Napi Genômica. Projeto Genoma covid-19 O projeto está em curso e vai associar a variabilidade genômica dos pacientes e das cepas de coronavírus circulantes no Paraná, com a evolução clínica de três grupos de pacientes. Ou seja: aqueles com manifestações clínicas leve, moderada e grave. Outro projeto vai estudar a diversidade genômica da população de Guarapuava. Esse trabalho será fundamental para estabelecer as bases científicas para a implementação da medicina de precisão na cidade. Já o projeto para o estudo da heterogeneidade intratumoral objetiva para melhorar a resposta terapêutica. Esse projeto usará abordagem de sequenciamento genômico de células únicas (single-cell genomics). O objetivo é conhecer as vias gênicas ativas nos tumores associadas com resistência terapêutica. O projeto será desenvolvido com o início das atividades do Hospital do Câncer São Vicente. Leia outras notícias no Portal RSN.