
"Falar de união pode soar bobo neste momento. As forças que nos dividem são profundas, mas não são novas. Nossa história tem sido uma luta constante entre o ideal americano e a terrível realidade do racismo, medo, demonização... Tudo isso nos separou por muito tempo. A batalha é perene e a vitória nunca é garantida. Mas nossos melhores anjos sempre prevaleceram, se juntaram para avançarmos. E podemos fazer isso agora. A história, a fé e a razão mostram o caminho". Para ele, "sem união não há paz. Só ressentimento e medo".
Entretanto, logo após a posse, Biden twittou que "não há tempo a perder quando se trata de enfrentar as crises que confrontamos. É por isso que hoje estou indo para o Salão Oval para começar a trabalhar, entregando ações ousadas e alívio imediato para as famílias americanas”.RELAÇÃO BRASIL E EUA
Para o professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Juliano Cortinhas, a vitória de Biden nos Estados Unidos representará mais pragmatismo na relação entre os dois países e mais cobrança em relação a temas como o meio ambiente e direitos humanos. "O pragmatismo me parece, do lado dos Estados Unidos, que será a palavra chave para a gente entender como eles vão olhar o Brasil. O Brasil está longe de ser prioridade para os Estados Unidos e vai continuar longe de ser. E certamente haverá muito mais cobranças em relação ao meio ambiente e em relação a direitos humanos." Para Cortinhas, o Brasil precisa fazer a "lição de casa" para mostrar ao governo Biden que é um país importante com o qual os EUA tem interesse e legitimidade para negociar. "Hoje o que eu vejo nessa relação bilateral será muito mais [de] cobranças vindas de lá. O foco [tende a ser] nos grandes parceiros dos Estados Unidos, [como] China, União Europeia principalmente, e outros países com os quais eles têm parcerias mais estratégicas." Para o professor, o Brasil terá um cenário diferente e mais difícil pela frente. * Com informações da Agência BrasilLeia outras notícias no Portal RSN.
