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"Medida visa garantir liberdade de expressão dos cidadãos", disse (Foto: Agência Brasil)

Ministro da Justiça pede ao STF suspensão de oitiva de Weintraub

Mendonça escreveu em sua conta no Twitter que a medida visa garantir liberdade de expressão dos cidadãos. Além do respeito entre os poderes

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura

"Medida visa garantir liberdade de expressão dos cidadãos", disse (Foto: Agência Brasil)

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"Medida visa garantir liberdade de expressão dos cidadãos", disse (Foto: Agência Brasil)"Medida visa garantir liberdade de expressão dos cidadãos", disse (Foto: Agência Brasil)
"Medida visa garantir liberdade de expressão dos cidadãos", disse (Foto: Agência Brasil)[/caption] O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, informou ter ingressado com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de “garantir liberdade de expressão” do ministro da Educação, Abraham Weintraub. De acordo com André, a solicitação foi na noite de ontem (27). Mendonça escreveu em sua conta no Twitter que a medida visa garantir liberdade de expressão dos cidadãos. "De modo mais específico do Min @AbrahamWeint e demais pessoas submetidas ao Inquérito. Também visa preservar a independência, harmonia e respeito entre os poderes”. Além disso, no post, ele referiu-se ao chamado inquérito das fake news. Na última terça (26), o relator da investigação, ministro Alexandre de Moraes, deu um prazo de cinco dias para Weintraub prestar esclarecimentos à Polícia Federal (PF) sobre declarações feitas durante reunião ministerial do dia 22 de abril.

Durante a reunião, Weintraub declarou: “eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”. Após a divulgação do vídeo, o ministro da Educação publicou no Twitter que suas falas durante a reunião foram deturpadas.

Para Alexandre de Moraes, a declaração atingiu a honra dos ministros do STF.

A manifestação do ministro da Educação revela-se gravíssima. Pois, não só atinge a honorabilidade e constituiu ameaça ilegal à segurança dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Como também reveste-se de claro intuito de lesar a independência do Poder Judiciário. E a manutenção do Estado de Direito.

A medida foi tomada por Moraes após a divulgação do vídeo da reunião ministerial, que é objeto do inquérito no qual se apura a suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF) e o crime de denunciação caluniosa por parte do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. O relator deste caso é o ministro Celso de Mello. Mendonça abriu o habeas corpus no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu 29 mandados de busca e apreensão autorizados por Moraes no âmbito do inquérito das fake news, tendo como alvo assessores parlamentares, empresários e ativistas bolsonaristas.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

No pedido para que seja suspensa a oitiva de Weintraub, o ministro da Justiça argumenta que é direito de qualquer cidadão expressar opiniões sobre autoridades e que o ministro da Educação, dessa maneira, apenas exerceu sua liberdade de expressão, conforme explicou a Agência Brasil. “Ainda que em tom crítico, as manifestações decorrem pura e simplesmente do exercício da liberdade de expressão, assegurada pelo inciso IV do art. 5º da Constituição, máxime quando reservada à intimidade de grupo restrito. Destaque-se que foi levada a cabo a externalização de juízos relativos a pessoas públicas em ambiente privado, direito de todo e qualquer cidadão”, escreveu Mendonça. Ele pediu ainda que sejam trancadas todas as partes do inquérito “relativamente ao que seja considerado resultado do exercício do direito de opinião e liberdade de expressão”. O ministro da Justiça destacou também um pedido de arquivamento do inquérito feito na quarta (26) pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Mendonça levantou o que seriam inconstitucionalidades da investigação, que foi aberta em 2019 pelo Supremo de ofício, ou seja, sem provocação do Ministério Público Federal (MPF). Leia outras notícias no Portal RSN.