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REPRESENTATIVIDADE

Mulheres de partidos políticos criam Fórum como suporte para candidaturas

Conforme os números do Tribunal Superior Eleitoral, cerca de 46% dos filiados a partidos políticos são mulheres, mas poucas têm mandatos

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura

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Mulheres debatem representatividade (Foto: Alep)[/caption] A Procuradora da Mulher na Assembleia Legislativa, Cristina Silvestri, foi a anfitriã do Fórum Paranaense de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos. O Fórum ocorreu na manhã desta segunda (29) na Alep. Conforme Cristina, é parte das ações da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres no estado. De acordo com a Procuradora, o Fórum é composto por dirigentes de 11 partidos políticos. Segundo Cristina Silvestri, o objetivo é que ele funcione como um suporte para as mulheres interessadas em se candidatar. Além de um espaço para debates e apresentações de propostas de gênero. De acordo com a jornalista Ana Moro, que assumiu a coordenação-geral do Fórum, a pauta é a ampliação dos números de mulheres nos espaços de poder. "E principalmente, quebrar as barreiras internas nos partidos.

No Paraná, por exemplo, as mulheres ocupam apenas 11% das estruturas partidárias em cargos de decisão. O Fórum vem para unir forças e aumentar esse número.

Conforme os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 46% dos filiados a partidos políticos são mulheres. Mesmo assim, o Brasil ocupa a 133ª posição entre os países em representação feminina na política. No entanto, na Câmara dos Deputados, elas são 15%. Todavia, na bancada federal paranaense, composta por 33 parlamentares federais, apenas cinco são mulheres. E entre os 54 deputados estaduais, elas também são apenas cinco. São ainda 39 prefeitas, 48 vice-prefeitas e 579 vereadoras.

UNIÃO

Conforme Ana Moro, ter a Procuradoria da Mulher da Assembleia como aliada nesse processo significa muito. "Isso para unirmos esforços e levar as informações e ações para o interior do estado, especialmente para as vereadoras”. Outras seis dirigentes regionais também integram o Fórum. Outras pautas que deverão ser permanentes no Fórum são os projetos e as legislações que combatam a violência de gênero e a inclusão. Assim, eliminando preconceitos, atitudes e padrões comportamentais na sociedade e na política.

DIVERSIDADE

Renata Borges, presidente do PDT de Apucarana, prova que é possível fazer a diferença estando em uma posição de tomada de decisão. Ela é a primeira dirigente partidária transexual do estado.

Precisamos estar nestes lugares para lutarmos pelas causas de todas as mulheres, não apenas as trans, mas as negras, as agricultoras. O Fórum vem para fortalecer essa pluralidade e a representatividade.

Isabelle Dias, a primeira vereadora surda do Paraná e a segunda do Brasil, está no primeiro mandato na Câmara de Paranaguá. E também é procuradora adjunta da Mulher. Para ela, o desafio do Fórum e o dela, em particular, tem sido ultrapassar justamente as barreiras do preconceito. “Represento, claro, as pessoas com deficiência e suas causas. Mas todas as mulheres, porque sofri o preconceito na pele, quando venci a eleição. As pessoas achavam que eu não conseguiria acompanhar as sessões por causa da surdez. Mas, com a ajuda dos intérpretes de libras, estou atuante em benefício da população. Como tenho certeza que irá acontecer com o Fórum”.

FICOU PEQUENO

O Salão Nobre da Assembleia ficou pequeno para receber a lideranças femininas que prestigiaram a posse, comentou Cristina Silvestri. A maior parte representou partidos políticos. “Se falássemos em um evento como este há 15 anos, seria uma utopia. Hoje, graças ao ativismo e às lutas femininas ao longo de anos, isso é possível”. Leia outras notícias no Portal RSN.
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