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Operação resgata 95 aves silvestres e aplica R$ 400 mil em multas
Operação Voo Livre fiscalizou 40 criadores amadores de passeriformes entre segunda e quinta, em Guarapuava
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Pássaros apreendidos (Foto: PMPR)
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Operação Voo Livre envolvendo o Batalhão de Polícia Militar Ambiental, e o Instituto Água e Terra resgatou 95 aves silvestres. A ação ocorreu entre segunda (15) e quinta (18), em Guarapuava. A ação também resultou na aplicação de R$ 400,7 mil em multas.
De acordo com a Polícia Ambiental, a operação fiscalizou 40 criadores amadores de passeriformes, grupo que reúne aves como canários, coleiros, trinca-ferros e curiós. O objetivo foi verificar se a manutenção dos animais em cativeiro seguia as normas ambientais. Durante as vistorias, os agentes encontraram diversas irregularidades relacionadas à criação, documentação e manutenção das aves.
Do total apreendido, conforme a Polícia, 25 aves retornaram à natureza. Outras 11 já se encontram no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres, o Cetras, para avaliação e recuperação. As demais permaneceram sob responsabilidade do Instituto Água e Terra, em parceria com o centro especializado.
Conforme disse o comandante da Polícia Ambiental, capitão Leandro Warde Fonseca, a operação reforça a importância do trabalho conjunto. “A integração entre a Polícia Militar Ambiental, o Instituto Água e Terra e o Cetras reforça o compromisso conjunto no combate aos maus-tratos e ao tráfico de animais silvestres, garantindo a recuperação e a destinação adequada daqueles apreendidos.”
PRESERVAÇÃO
A coordenadora de Fiscalização do Escritório Regional do IAT em Guarapuava, Caroline Rech, destacou que as ações também são fundamentais para a preservação da fauna nativa.
“Além de garantir o cumprimento da legislação ambiental, essas ações fortalecem a proteção da biodiversidade, promovem a rastreabilidade dos animais e contribuem para a conservação das populações naturais de aves silvestres.”
A manutenção irregular de aves silvestres em cativeiro e os maus-tratos podem causar impactos significativos ao meio ambiente. De acordo com o IAT, entre os prejuízos estão o comprometimento da reprodução das espécies, da dispersão de sementes e do equilíbrio ecológico.
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