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Paulo Alvim deixa Guarapuava
ATÉ BREVE?

Paulo Alvim deixa Guarapuava

Paulo Alvim veio a Guarapuava convidado para desenvolver um projeto de tecnologia e inovação e presidia o Cilla Tech Park

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

O novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Paulo Alvim, durante a cerimônia de transmissão de cargo, no Auditório Renato Archer

Era um sábado, fim de tarde, quando o Capitão Lorenzo chegou em minha casa para apresentar um amigo. Olhei aquele senhor com jeito de 'bonachão' e percebi que era o mesmo que eu havia entrevistado no dia anterior, quando ele chegou no campus da UTFPR. Tratava-se do ex-ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação do ex-governo de Jair Bolsonaro, Paulo Alvim. Sempre me questionei como era ser ministro de um presidente que desacredita da ciência. Perguntei a ele numa das entrevistas. Ele sorriu.

Mas a partir do dia em que chegou em minha casa pela primeira vez, ele passou a conviver com nossa família quase que semanalmente. Conversava muito com minha mãe, com meus irmãos Mariângela e Paulo e se tornou próximo ao meu companheiro, Orlando. Sempre que ia ao Rio de Janeiro, onde deixou a família, trazia uma 'cachaça das boas'. Safra antiga, que ele costuma colecionar. Viajamos pela região pra que ele conhecesse outros municípios.
Paulo Alvim veio a Guarapuava convidado para desenvolver um projeto de tecnologia e inovação. Em seguida, com a saída de Géri Dutra da presidência do Cilla Tech Park, o 'ministro' - como costumamos tratá-lo - assumiu essa responsabilidade. Entre os trabalhos que fez parte, muitas foram as viagens internacionais em busca de novas tecnologias. Destaco o projeto da 'madeira engenheirada', que ele fala com entusiasmo.
Nesta semana, no entanto, soube que ele deixou Guarapuava. Voltou para casa por "necessidade familiar", como ele justificou em mensagem. Disse também que não vai abandonar a cidade que o acolheu por 19 meses.

CHEGAM E VÃO

É incrível como as pessoas que chegam e depois vão embora fazem parte do fluxo natural da vida. Algumas aparecem por um breve momento, outras permanecem por um tempo, mas todas deixam algo – uma lição, uma memória, um impacto. Algumas pessoas vêm para nos ensinar algo, outras para nos desafiar, algumas para nos apoiar. E há aquelas que simplesmente cruzam nosso caminho sem grandes explicações.
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