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Saúde registra aumento de casos de doenças respiratórias em Guarapuava
"Já estamos com números alarmantes de síndromes respiratórias agudas", diz médico. Guarapuava recebeu 16,5 mil novas doses e mantém vacinação dos grupos prioritários
Gilson BoschieroJornalista
3 min de leitura
Vacinação continua em Guarapuava (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)
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Com a chegada do inverno e o aumento dos casos de síndromes respiratórias, a Secretaria Municipal de Saúde de Guarapuava reforça o chamado para que os grupos prioritários procurem os pontos de vacinação contra a gripe. O município recebeu recentemente 16.500 novas doses da vacina e segue com estoque suficiente para atender a população contemplada nesta etapa da campanha.
A vacinação está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), das 8h às 17h, além das unidades com horário estendido dos bairros Boqueirão, Planalto e Bonsucesso. O Centro Municipal de Vacinação também permanece atendendo até as 21h durante a semana e aos sábados, das 8h às 16h30. Conforme o secretário municipal de Saúde, Guto Klosouski, a vacina é a principal forma de prevenção contra a doença.
"Você já se vacinou contra a gripe? Aqui em Guarapuava a vacina continua e é uma das principais alternativas para você se prevenir contra a doença". Seguindo as orientações da Secretaria de Estado da Saúde, o município prioriza a vacinação de crianças menores de seis anos, idosos acima de 60 anos e gestantes. De acordo com Klosouski, assim que houver a ampliação dos grupos autorizados pelo Estado, o município estará preparado para expandir a campanha.
AUMENTO DE SÍNDROMES RESPIRATÓRIAS PREOCUPAM PROFISSIONAIS
Além da mobilização pela vacinação, a Secretaria de Saúde faz um alerta sobre o aumento dos casos de doenças respiratórias registrados nas últimas semanas. O médico emergencista Marcos Kosteczka explica que os números vêm crescendo gradativamente e já impactam os atendimentos na rede pública de saúde.
Já estamos há algumas semanas com números alarmantes de síndromes respiratórias agudas, entre elas a influenza. Recebemos informações da Secretaria de Saúde mostrando que esses casos têm aumentado gradativamente. É necessário que a população tenha conhecimento dessa realidade e participe das ações de prevenção”.
De acordo com o médico, os índices de vacinação ainda estão abaixo da meta entre os grupos mais vulneráveis. Entre as gestantes, a cobertura vacinal está em cerca de 54%. Já entre idosos e pessoas com doenças crônicas, como problemas cardíacos, pulmonares e renais, a adesão gira em torno de 50%. O cenário é ainda mais preocupante entre as crianças menores de seis anos, cuja cobertura vacinal está em apenas 31%.
São números que acabam sobrecarregando o Sistema Único de Saúde e também o sistema hospitalar. Estamos falando justamente dos grupos que apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.
PROTEÇÃO COLETIVA
A vacinação contra a gripe reduz significativamente o risco de complicações, internações e mortes causadas pelo vírus influenza, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Por isso, o médico reforça que a imunização vai além da proteção individual. “Vacinar é um ato de carinho com o seu ente querido. Vacine-se”.
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Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.