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RECEITA X DESPESA

Apesar da perder R$ 3,2 bilhões, PR manteve investimentos em alta

Conforme Renê Garcia, a acomodação da inflação em níveis mais baixos e a possível redução nos preços de commodities podem gerar preocupação

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Esse equilíbrio foi fundamental diante dos impactos da mudança na tributação em 2022, que proporcionaram frustração de arrecadação no segundo semestre, na casa de R$ 3,2 bilhões de agosto a dezembro, considerando apenas os setores afetados pela Lei Complementar 194/2022.

Conforme Garcia, ao longo do ano, a receita de impostos (ICMS, IPVA e ITCMD), taxas e contribuições em 2022 apresentou um crescimento real de 5% (R$ 32,3 bilhões). Isso em relação a 2021 (R$ 29,1 bilhões). A soma da receita corrente, que inclui outras fontes, subiu 11%. As despesas correntes também cresceram, na casa de 9%. Ou seja, de R$ 40,3 bilhões para R$ 46,3 bilhões, o que inclui gastos com pessoal.

SUPERÁVIT

Mesmo diante dessa balança desequilibrada entre os dois semestres, o Estado obteve um superávit primário na ordem de R$ 5,5 bilhões em 2022. Situação que proporcionou ao Governo fazer frente às obrigações. Conforme disse o secretário, além de garantir a continuidade dos programas e projetos, mesmo com as mudanças tributárias. Os investimentos em rodovias, educação e saúde, por exemplo, cresceram 37% no passado, alcançando R$ 6 bilhões. Por fim, Garcia apresentou um cenário da economia global e paranaense a partir de 2023. Apesar do resultado positivo em 2022, há incertezas fiscais futuras. Conforme Renê Garcia, a acomodação da inflação em níveis mais baixos e a possibilidade de redução nos preços de commodities podem gerar ambiente de preocupação para as finanças. "Para este ano, alguns fatores dificultam a dinâmica de crescimento dos principais setores no País, como a desaceleração econômica global e a manutenção de juros elevados, o que compromete renda das famílias". Leia outras notícias no Portal RSN.