Em breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portalEm breveAgenda completa da região no Portal RSNShowsFeiras, cultura, esporte e serviços em um só lugarVolte todo diaSaiba o que acontece antes de sair de casaPortal RSNSua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Críticas ao porto de Pontal reacendem o passado de João Carlos Ribeiro
Empresário que hoje questiona o projeto do Governo do Paraná já foi alvo de investigação da Polícia Federal
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
João Carlos Ribeiro (Foto: reprodução/ redes sociais)
Compartilhar
As notícias chegam como avalanches. Um assunto atropela o outro e, no meio dessa velocidade, fatos importantes acabam ficando para trás. Por isso, ao ouvir as críticas do empresário João Carlos Ribeiro ao projeto do novo porto de Pontal do Paraná e ao Governo do Estado, vale também recuperar o histórico público de sua atuação na região.
Ribeiro já foi alvo da Operação Quinto Ato, da Polícia Federal, em investigação que apurou suspeitas relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas para obtenção de licenças ambientais no Ibama. As apurações estavam ligadas a um empreendimento portuário de interesse do empresário em Pontal do Paraná.
A investigação também mencionou a atuação do ex-presidente Fernando Collor na defesa de interesses ligados ao empreendimento. É importante registrar que investigação não equivale a condenação e que Ribeiro tem direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência enquanto não houver decisão judicial definitiva.
Mas esse histórico é relevante para compreender o debate atual. Durante anos, Ribeiro esteve diretamente envolvido em um projeto privado na mesma região e, portanto, não participa dessa discussão como alguém completamente alheio aos interesses econômicos e portuários de Pontal do Paraná.
Agora, com o Governo do Estado avançando em projetos de infraestrutura e em novas iniciativas para a região, Ribeiro aparece publicamente como crítico. É um direito dele. Mas também é direito do público conhecer o contexto completo e saber que quem hoje questiona o projeto estatal já teve interesses privados relevantes naquele mesmo território.
Num ambiente em que as notícias desaparecem com a mesma rapidez com que surgem, memória e contexto fazem diferença. Relembrar uma investigação pública não significa antecipar culpa, mas ajuda o leitor a avaliar com mais elementos quem fala, de onde fala e quais interesses já estiveram presentes nessa disputa.
Leia outras notícias no Portal RSN.Rodapé blog da cris