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Curi fica, chapa se recompõe e Sandro Alex recupera o eixo
Curi permanece no Senado, Greca se firma na vice e a saída de Álvaro Dias completa a recomposição da chapa governista
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Curi, Ratinho e Sandro Alex (Foto: divulgação/ PSD)
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A desistência de Álvaro Dias da disputa pelo Senado não desmontou a chapa governista. Fez o contrário: retirou uma peça que já não cabia no tabuleiro e permitiu ao grupo de Ratinho Junior reorganizar as forças. Sandro Alex segue como candidato ao Governo do Paraná, agora com Rafael Greca na vice e Alexandre Curi e Cristina Graeml disputando as duas vagas ao Senado.
“Unidos e em paz”, resumiu uma fonte ligada a Curi a este blog, momentos antes da convenção do Republicanos, nesta segunda (3). A frase revela mais do que tranquilidade. Depois de dias de tensão, negociações e ruídos internos, a composição representa um acerto capaz de preservar o grupo e devolver unidade ao projeto.
Alexandre Curi foi um dos principais vencedores da reorganização. Procurado por Sergio Moro, poderia ter usado o desconforto para buscar outro caminho. Preferiu permanecer fiel ao projeto que o lançou desde o início. Mas ficou deixando claro que a presença dele na chapa tinha peso próprio. Portanto, não poderia ser tratada como simples acomodação.
A movimentação de Moro em torno de Curi mostrou mais uma tentativa de explorar as fissuras do grupo governista do que a existência de uma alternativa realmente consolidada. Curi ouviu, avaliou e permaneceu onde já possuía estrutura, aliados e um projeto construído. A aproximação, no fim, serviu mais para evidenciar a valorização política do que para fortalecer o palanque adversário.
FORÇAS DIFERENTES
A nova chapa também passa a reunir forças diferentes. Sandro Alex representa a capacidade técnica e administrativa; Greca entrega experiência, discurso e presença política; Curi leva a estrutura municipalista e a articulação do interior. Já, Cristina Graeml conversa diretamente com o eleitorado conservador. Não é apenas uma soma de nomes, mas uma tentativa de ocupar territórios eleitorais distintos dentro do mesmo palanque.
A saída de Álvaro Dias, portanto, permitiu uma recomposição menos traumática e mais funcional. O grupo chega à convenção com papéis definidos, menos ruído e uma chapa politicamente mais equilibrada. Curi permaneceu, Sandro Alex recuperou o eixo da articulação e a oposição não teve força para transformar uma divergência interna em ruptura.
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