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Gleisi  entra em campo para conter a rebeldia de Renato Freitas
ELEIÇÕES

Gleisi entra em campo para conter a rebeldia de Renato Freitas

Apostando alto na cadeira do Senado, Gleisi tenta evitar que o PT paranaense perca o maior puxador de votos para o PSOL na janela partidária

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

Gleisi e Renato Freitas (Foto: reprodução/ X Plural)

A política paranaense vive uma semana de nervos à flor da pele nos bastidores da esquerda. O foco não está mais na aliança com Requião Filho (PDT), que já é um fato consumado e "precificado" pelo mercado político, mas sim na manutenção da estrutura interna do Partido dos Trabalhadores. A ministra Gleisi Hoffmann assumiu pessoalmente a missão de conter uma crise que pode ser fatal para os planos do partido em outubro. Trata-se da desidratação da chapa de deputados federais. E nesse ponto, o deputado estadual Renato Freitas tornou-se o fiel da balança. Dono de uma votação expressiva e de um discurso que fustiga a direita na Assembleia Legislativa (ALEP), Freitas flerta abertamente com o PSOL. Para o PT, a saída delenão é apenas uma perda ideológica, mas matemática. Sem os votos de legenda e nominais que Renato atrai, a Federação Brasil da Esperança corre o risco de ver a bancada na Câmara Federal encolher. Gleisi sabe que, para sustentar o governo Lula em um eventual segundo mandato, ela precisa entregar números no Paraná. Segurar Renato no PT, mesmo diante das polêmicas e do isolamento que o deputado alega sofrer internamente, é pragmatismo puro. Se Gleisi não conseguir oferecer garantias de legenda e defesa institucional a Renato Freitas até o fechamento da janela partidária, veremos um PT paranaense menor, mais burocrático e dependente exclusivamente da imagem nacional de Lula.

O TUDO OU NADA

Confirmada como pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann entra em um campo minado. Diferente de 2018 e 2022, onde a estratégia era garantir a cadeira na Câmara, em 2026 ela vai para o "majoritário puro". O desafio é enfrentar a força do "Ratinho-Morismo" em um estado onde o antipetismo ainda é um motor eleitoral potente. A aposta está na divisão da direita. Com nomes como Filipe Barros e Cristina Graeml disputando o mesmo eleitorado conservador, Gleisi tenta consolidar o voto útil da esquerda e do centro-esquerda para herdar uma das duas vagas em disputa. Leia outras notícias no Portal RSN.
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