
Conforme o secretário, o Paraná tenta manter o equilíbrio das contas públicas e financiamento de investimentos e serviços públicos. Mas o cenário, caso haja renúncia de fontes prioritárias na arrecadação, é grave.Esse valor equivale a quatro pandemias da covid-19 nas contas públicas. Em 2020 o Estado registrou uma perda total de R$ 1,48 bilhão na arrecadação. Naquele ano, medidas foram tomadas para amenizar os prejuízos, como transferências da União. Agora a crise será permanente nas finanças públicas.
Como fator que preocupa, o secretário também apontou a Guerra na Ucrânia, com elevação nos preços e redução na perspectiva da atividade econômica global em 2022. Conforme ele disse, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já reduziu as perspectivas de crescimento para a economia. No cenário nacional, de acordo com Garcia, a inflação de 12,1% e a taxa básica de juros a 12,7% seguem influenciando negativamente a atividade econômica nacional. O resultado é a limitação do poder de compra do brasileiros.O cenário de equilíbrio que o Estado se encontra pode acabar. A pressão do projeto que tramita no Congresso é enorme e provoca riscos fiscais nos orçamentos estaduais, apresentando incertezas para a política econômica do Paraná. Vai afetar diretamente os repasses obrigatórios com municípios, outros Poderes e Fundeb.
RECEITAS E DESPESAS
Conforme dados apresentados pelo secretário, sobre as contas do Estado, a receita corrente somou R$ 19,9 bilhões de janeiro a abril de 2022. Já, no mesmo período de 2021, teve R$15,8 bilhões. Ainda, de acordo com Garcia, houve um aumento de 26% na receita nominal.
