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Guarapuava tem, sim, nomes para voltar a Brasília
ELEIÇÕES 2026!

Guarapuava tem, sim, nomes para voltar a Brasília

Uns 10 nomes é muita gente para um mesmo território eleitoral, mas decretar que ninguém tem chance seria uma leitura preguiçosa da disputa

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Câmara Federal (Foto: Agência Câmara)

Quando os registros estiverem fechados, Guarapuava deverá ter mais de uma dezena de candidatos à Câmara Federal. É muita gente para um mesmo território eleitoral, mas decretar que ninguém tem chance seria uma leitura preguiçosa da disputa. Guarapuava tem, sim, nomes competitivos. O problema é outro: quem depender apenas do voto da cidade provavelmente ficará pelo caminho. Rodrigo Estacho começa com uma vantagem que não se improvisa em campanha: já exerceu mandato, conhece o jogo eleitoral e construiu base em vários municípios do Paraná. Não entra como desconhecido nem precisa partir do zero. A questão é saber se essa rede ainda conserva força suficiente para transformar relacionamento político em voto. Cristina Silvestri também larga com estrutura pronta. Está no terceiro mandato como deputada estadual, tem grupo político consolidado e presença regional. Entre os nomes de Guarapuava, é uma das candidaturas que mais claramente reúne condições de buscar votação fora do município. Para chegar a Brasília, porém, terá de provar que sua força ultrapassa com folga as fronteiras onde o sobrenome Silvestri já é conhecido.

PODE SURPREENDER

A candidatura que pode escapar dos radares tradicionais é a de Gilson da Ambulância. Vereador, pastor da Igreja Só o Senhor é Deus e ligado ao bispo Amorim, ele trabalha numa rede religiosa que se espalha por centenas de municípios. É justamente o tipo de estrutura que não aparece necessariamente nas rodas políticas de Guarapuava, mas pode aparecer na urna. Nos bastidores, ainda se fala em apoio de empresários. Se essa engrenagem funcionar, Gilson pode ser a surpresa que muita gente hoje não está contabilizando. A vereadora Professora Terezinha, do PT, também não deve ser tratada como candidatura decorativa. Na eleição passada, fez mais de 11 mil votos e ficou na suplência. Tem base própria, identificação partidária clara e já enfrentou uma disputa estadual. Não parte na mesma condição dos nomes com maior estrutura, mas também não entra para apenas preencher nominata. A pulverização existe e vai cobrar seu preço. Mas Guarapuava não chega a esta eleição sem alternativas reais. Rodrigo tem capilaridade municipalista, Cristina tem estrutura política, Gilson aposta numa rede religiosa ampla e Terezinha já mostrou capacidade de voto. A pergunta, portanto, não é se Guarapuava pode eleger alguém. Pode. A questão é quem conseguirá entender primeiro que, para chegar a Brasília, Guarapuava precisa ser a base, nunca o teto. Leia outras notícias no Portal RSN.
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